NASA completa 61 anos

Em meio às comemorações do mês de julho da missão Apollo 11, não podemos deixar de falar também da agência que tornou tudo isso possível, ela mesmo a NASA.

Nos anos 50, pós II Guerra, o mundo é dividido em dois campos ideológicos. De um lado os EUA liderando o bloco capitalista, do outro a URSS pelo bloco socialista. Mais que uma disputa ideológica, ambos os lados queriam o controle de todas às áreas possíveis, inclusive a ciência e tecnologia.

Com o avanço das conquistas da URSS na exploração espacial, entre elas: o primeiro satélite em órbita da terra, o primeiro ser vivo no espaço, primeiro homem, primeira mulher, primeira caminhada espacial, maior permanência no espaço. Os EUA estavam perdendo de goleada para a supremacia tecnológica espacial soviética. Em 29 de julho de 1958, o então presidente Dwight D. Eisenhower, cria uma agência para fazer frente aos avanços tecnológicos dos soviéticos na astronáutica.

Primeira logo usada plea agência após a criação.

 

A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (National Aeronautics and Space Administration) ou como ficaria conhecida, pela sigla NASA. Nasce com o objetivo de colocar os EUA na dianteira da corrida espacial, preparar astronautas e desenvolver tecnologia para a exploração espacial.

Diante de uma missão tão difícil, o presidente dos EUA em exercício John Kennedy procurou o primeiro diretor da NASA James Webb, e perguntou qual seria o maior desafio na corrida espacial, e que os EUA pudesse vencer. A resposta veio em seguida: “A Lua”. Quando discursando na Universidade Rice, em 1962, Kennedy faz aquele discurso memorável sobre a importância da vitória na corrida espacial, e o desejo de em uma década, por um homem na lua.

“Mas por quê a Lua, perguntam alguns? Por quê este objetivo? Também podem perguntar porquê subir à montanha mais alta? Porquê, há 35 anos, decidimos voar sobre o Atlântico? Nós decidimos ir à Lua. Nós decidimos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque são fáceis, mas porque são difíceis.”

John F. Kennedy

12/09/1962

 

“Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade.” Com essas palavras Neil Armstrong, através da NASA, dá a vitória da corrida espacial aos EUA, mostrando a supremacia tecnológica estadounidense na guerra fria.

 

 

 

Tendo em vista o objetivo da conquista da Lua, a NASA prepara três projetos para tal empreendimento: Sendo o Mercury e o Gemini como testes iniciais, preparação de astronautas e desenvolvimento de tecnologia, e o Apollo como a culminação da conquista da Lua e o aperfeiçoamento das tecnologias anteriores. Após a chegada na Lua em 1969, e posteriores 6 missões para nossa satélite, a vitória da corrida espacial foi dada aos EUA e reconhecida pelo maior rival, a URSS.

Passado essa fase da agência, era hora de focar em novos desafios, dessa vez com viés científico apenas, não ideológico como foi na corrida espacial. A NASA começa a trabalhar em duas frentes. A primeira com objetivo de enviar missões ao sistema solar com naves não tripuladas, as famosas sondas espaciais. E continuar o desenvolvimento de foguetes que fossem mais baratos e reutilizáveis, para exploração na órbita terrestre.

No campo das missões não-tripuladas, nenhuma agência bateu a NASA. Foram muitas missões de sucessos a outros planetas e asteroides, em nosso sistema solar. Podendo citar Marte como um dos principais destinos, iniciando nos anos 70 sua exploração, com às bem-sucedidas missões vikings, além das famosas voyagers, que fizeram a primeira exploração dos confins do sistema solar e hoje são os objetos humanos mais longe da terra.

Lançadas há 42 anos, o projeto Voyager permitiu estudar e fotografar em alta resolução os planetas gasosos (exteriores), além de fornecer dados e imagens ao longo do seu trajeto, em direção aos limites externos do sistema solar.

 

Nos anos 80, a NASA passou a investir ainda mais em tecnologia espacial, aproveitando o boom dos computadores cada vez mais rápidos e maiores poder de processamento. Chega a era dos ônibus espaciais, veículos orbitais e suborbitais tripulados que são lançados como foguetes e pousam como aviões. A vantagem do ônibus espacial é a reutilização do componente principal, o orbitador (que se assemelha a um avião), descartando somente os tanques (recuperados e reaproveitados) e motores de impulsão.

Mas nem tudo são flores e mais uma vez tivemos um grande desastre com a Challenger, um dos ônibus espaciais da NASA. 73 segundos após decolar, ele explode, matando seus 7 ocupantes. Em 2004 a tragédia se repetiria e após um retorno de uma missão em órbita, o ônibus espacial Colúmbia explode na alta atmosfera terrestre, também vitimando seus 7 astronautas. Os ônibus espaciais continuaram sendo o meio de transporte da NASA por anos ainda, mas essas duas tragédias e os altos custos, fizeram com que a NASA abandonasse de vez o projeto space shuttle (ônibus espacial) após 30 anos de uso (1981-2011).

Outro marco da agência foi lançar em 24 de abril de 1990, o HST – Hubble Space Telescope, ou o conhecido telescópio espacial Hubble. Sendo hoje nossos olhos no espaço, permitindo imagens fantásticas de lugares longínquos do universo. Outro empreendimento foi a ISS (International Space Station) a Estação espacial que foi construída por várias nações, sendo a NASA uma de suas principais patrocinadoras.

E hoje? A NASA continua enviando missões não tripuladas ao espaço, através de suas sondas, ressaltando a fantástica missão New Horizons, onde pela primeira vez fotografamos Plutão com lata resolução e pudemos estudar o planeta de forma plena. Ela não dispõe de veículos que transportem seus astronautas, mas terceiriza com os russos suas idas a ISS. Além de estar trabalhando com a iniciativa privada para a produção de uma nova geração de veículos espaciais, e sofrendo com os recentes cortes de verbas do governos dos EUA. A NASA tem alguns projetos grandes como O telescópio espacial James Webb que irá ser maior e melhor que o quase aposentado Hubble. E a pretensão de por pessoas na Lua de novo, através da missão Artemis, onde a primeira mulher pousaria na Lua.

Logo usada nos anos 70 e 80

Logo reestilizada atual

Por fim, não podemos falar de NASA sem falar de conspiração. A agência é o alvo mais famoso dos conspiracionistas. Seja sobre os “dados que a agência esconde” que mostram a terra plana, ou sua conspiração para dominação mundial, passando pela “farsa’ da ida do homem a Lua. Apesar de tudo isso, a NASA segue como um dos maiores instrumentos científicos da atualidade, e mostrando ser uma gigante nos campos das ciências espaciais.

 

Até breve!

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