Produzindo remédios no espaço

Ao invés de mandar astronautas com um caro e finito estoque de medicamentos, os cientistas tiveram outra ideia: E se astronautas pudessem plantar seus próprios remédios em marte? Esta é uma das soluções que o CUBES, Instituto de Pesquisa em Tecnologia Espacial fundado pela NASA, em fevereiro de 2017, está tentando desenvolver. E está fazendo isso usando as ferramentas e técnicas da biologia sintética – um campo científico que usa a engenharia para construir novos organismos biológicos sob demanda.

 

 

As “fábricas” que Arkin (diretor da CUBES) prevê podem incluir tecnologia para programar plantas (…) e micróbios (…), para produzir medicamentos estáveis. Uma das quatro divisões da CUBES, a divisão de comidas e farmacêuticos sintéticos (FPSD), está explorando alguns métodos diferentes para melhor aproveitar os organismos que ocorrem naturalmente para a produção farmacêutica. Por exemplo, existe o modelo de estoque de sementes: sementes de uma planta que foi geneticamente modificada para produzir uma molécula alvo (um medicamento), são enviadas na espaçonave com os astronautas. Então, uma vez que uma colônia humana tenha sido estabelecida em Marte, os colonos poderiam cultivar essas plantas e consumir diretamente a planta para obter o medicamento (…).

Para produzir essas plantas, o FPSD está usando uma técnica mais antiga chamada transformação de agrobacterium (…). Ao introduzir um novo DNA na planta-alvo, os cientistas são capazes de induzir a planta a produzir uma proteína terapêutica que não produziria de outra forma. Outro método envolve a síntese de genes que codificam qualquer droga que um astronauta possa precisar em Marte, ou a seleção de um tipo de biblioteca de DNA e, em seguida, injetar genes diretamente na planta.

Embora o CUBES tenha seus olhos postos nas estrelas, este trabalho também traz questões importantes para a vida na Terra. Arkin diz que é improvável (…) que esta tecnologia elimine a produção em grande escala de produtos farmacêuticos aqui na Terra. Mas isso não significa que a pesquisa do CUBES não tenha o potencial de perturbar radicalmente a maneira como comemos e cultivamos as coisas aqui, particularmente nas próximas décadas, conforme a mudança climática se intensifica, a população global aumenta e nossos recursos naturais continuam a diminuir.

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