Conhecendo os planetas anões

Que sabemos da existência de planetas anões, já é um fato trivial. Mas os motivos para que tais planetas sejam nomeados como anões, algumas vezes, podem ficar ocultos perto do simples fato de difundir a ideia em si de um planeta anão. Na verdade, um planeta anão não é elevado do nada a um planeta anão, ele é rebaixado de planeta à classe de planeta anão por não cumprir os requisitos completos para ser um dos 8 gigantes do sistema solar.

Mas antes, os critérios para um corpo celeste no sistema solar ser considerado um planeta clássico da União Astronômica Internacional (IAU) são:

  • Orbitar uma estrela (no caso do sistema solar, o Sol).
  • Ter um formato ovoide ou esférico.
  • Ter uma órbita “limpa”, ou seja, que sua órbita não seja obstruida por outro corpo ou planeta. Neste quesito, é o que mais pesa para os planetas anões do sistema solar, a exemplo Plutão (este atravessa a órbita de Netuno) e outros, em que suas órbitas não são “limpas”

Plutão

– Plutão é considerado planeta anão por 2 fatos principais. O primeiro deles é a sua órbita. (Foto 1) como está exemplificado na foto, a órbita de plutão cruza a de netuno em 2 pontos, o que faz com que apenas um deles possa ser considerado planeta, visto que não pode haver cruzamento de órbitas de planetas. Além disso, Plutão não é capaz de prender nada de forma vigorosa ao seu solo ou orbitando ele como um satélite natural, tendo uma gravidade de 0,62 m/s², quase 20 vezes menor do que a que temos na terra. Isso o rebaixa automaticamente, além de tirar a preferência na briga entre ele e Netuno para se considerar planeta, logo, plutão se torna o mais famoso planeta anão.

 

                                     

 

Ceres

– Ceres tem como principal causa do seu rebaixamento o fato de dividir sua órbita com outros diversos asteroides, constituindo apenas 1/3 da massa de sua órbita, um planeta deveria constituir ao menos 50% dessa massa. Além disso, Ceres também possui o problema de pouca gravidade, aproximadamente 0,27 m/s², o que não consegue prender objetos à sua órbita. Ceres contempla, junto com seus asteroides uma órbita elíptica harmônica entre eles pelo fato da gravidade de todos se atraírem, não pelo fato dele atrair os asteroides.

 

 

Haumea

– Haumea é um dos planetas anões não tão conhecidos, possui o peculiar formato oval que é característico dele. Sua gravidade é de aproximadamente 0,4 m/s² e o principal fato que o rebaixa é não ter conseguido um momento angular suficiente para, ao longo dos anos, perder a forma oval e se tornar um geoide, não uma esfera perfeita, mas longe do formato atual no qual o planeta anão se encontra. Além disso, sua órbita cruza Plutão e Netuno, mas por ser inferior a ambos, não é comumente citado na batalha pela nomenclatura entre os dois.

 

Makemake

– Makemake é considerado planeta anão pelos 2 fatos mais comuns, sua órbita cruza a de plutão. Além de possuir a gravidade de aproximadamente 0,5 m/s², ainda sendo incapaz de manter a união com nada o orbitando.

 

Eris

– Eris é o último da lista, mas está longe de ser o menos importante, uma vez que o seu estudo aprofundado foi o que iniciou essa cadeia de conflitos de ideias entre planetas e planetas anões. No seu afélio, é o planeta anão que se encontra mais longe do sol, sua órbita tangencia a de Netuno em um ponto e sua gravidade é de 0,83 m/s², a maior dentre os planetas anões, mas ainda incapaz de manter outros corpos orbitando ao seu redor.

 

Fontes:

As órbitas dos planetas; Georg Wilhelm

canaltech.com.br

dw.com.br

astronoo.com

astro.iag.usp.br

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