Relatório da VII Semana de Astronomia de Sergipe (VII SEASE)

 

VII SEMANA DE ASTRONOMIA DE SERGIPE

 A VII Semana de Astronomia de Sergipe (VII SEASE) foi realizada em São Cristóvão/SE e Aracaju/SE, nos dias 30 de novembro a 03 de Dezembro de 2016. A abertura aconteceu no dia 30 de Novembro no Auditório da Didática VI da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Todas as atividades do evento ocorridas nos dias 30 de Novembro a 02 de Dezembro foram realizadas no Auditório da Didática VI, Sala 23 no Departamento de Física (UFS) e em frente ao departamento de Química, ambas na UFS, no Bairro Jardim Rosa Elze, São Cristóvão/SE. No dia 3 de Dezembro, as atividades finalizaram com visita ao planetário da Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei), que na programação registrou-se como atividade extra. O Encontro contou com a participação de astrônomos amadores e profissionais, estudantes e entusiastas da astronomia e astronáutica de Sergipe e de outros estados do Brasil.

Figura 1. Cartaz de divulgação

viisease_oficial_2016

Fonte: Elaborado pelo setor da comunicação da SEASE.

A primeira Semana de Astronomia de Sergipe (I SEASE) ocorreu no período de 30 de Novembro a 3 de Dezembro de 2010, na cidade de Aracaju, na Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei), no estado de Sergipe. A penúltima edição, a VI SEASE, foi realizada em São Cristóvão/SE e Aracaju/SE, nos dias 29 de Novembro a 04 de Dezembro de 2015, na UFS e na CCTECA – Galileu Galilei.

A “Semana SEASE” surgiu com o objetivo de homenagear o “dia do Astrônomo”, 2 de Dezembro, a data coincide com o aniversário do imperador Dom Pedro II, que era um conhecido incentivador da Astronomia, além disso, é aniversário do Professor Augusto Cesar, sócio fundador da Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE). O objetivo da “Semana SEASE” é integrar os grupos de astronomia e desenvolver ações que visem à popularização, o ensino e pesquisa em Astronomia em Sergipe. A carência nesta região, em relação a esta ciência, é conhecida por todos. Os grupos de Astronomia são, em muitos casos, os únicos organismos com os quais a sociedade pode contar para sua difusão. Mas a atuação dos grupos sem apoio institucional tem um alcance bastante limitado. Por isso, os encontros objetivam, também, estreitar os laços entre as associações de astronomia e as instituições que tenham a finalidade de promover a educação e a cultura.

O evento VII SEASE foi realizado pela Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE) por meio de sua presidente Hellen Larissa Nascimento Chaves e demais membros da diretoria e sócios, pela Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei) representada por seu coordenador Augusto Cesar Silva Almeida, pelo Departamento de Física/Astronomia da (UFS), representado pelo Professor Dr. Sérgio Scarano Jr., pelo Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Aracaju – representado pela Professora Drª. Elza Ferreira Santos e tendo o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE) e do Grupo de Apoio em Estudos Astronômicos(GAEA). Logomarcas das instituições organizadoras e apoiadoras, abaixo:

novo-logo-peq-2

Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE)

ccteca-lay-out-para-blog

Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei)

  ufs_t

Universidade Federal de Sergipe (UFS)

ifs-logomarca-ideal

Instituto Federal de Sergipe (IFS)

fapitec_tranparente

Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE)

gaea

Grupo de Apoio em Estudos Astronômicos (GAEA)

A abertura se deu às 10h10 do dia 30 de Novembro. Autoridades ligadas à organização e realização do evento que compuseram a cerimônia de abertura: A Presidente da SEASE Hellen Larissa Chaves, a representante do IFS/Aracaju Professora Elza Ferreira Santos. Hellen declarou como iniciado o evento e deu boas vindas ao público presente e Elza abriu falando sobre o histórico das “Semanas SEASE”, de sua importância, e da programação e construção da própria “VII SEASE”, além da perspectiva para o transcorrer do evento. Para finalizar Elza abordou um pouco da astronomia amadora em Sergipe citando a SEASE como pioneira e suas contribuições para a sociedade (comunidade).

Figura 2: Dra. Elza Ferreira e a presidente da SEASE Hellen Chaves durante o pronunciamento na cerimônia de abertura, na VII SEASE.

img_4311

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

A palestra de abertura, às 10h15, foi proferida pela Presidente da SEASE Hellen Larissa Chaves em conjunto com a Dra. Elza Ferreira Santos (IFS/Campus Aracaju), com o tema: “Um panorama das contribuições e história da Astronomia”.

Hellen apresentou um panorama das contribuições e história da astronomia amadora: no mundo, no Brasil e em Sergipe culminando com os trabalhos realizados pela SEASE. Ela destacou as atividades que astrônomos amadores normalmente realizam, por exemplo: construção de telescópios, instalação de pequenos observatórios, observação de estrelas variáveis, observação solar (incluindo manchas solares), observação de planetas, observação da Lua, buscas por supernovas, buscas por cometas, buscas por asteroides, buscas por exoplanetas. Hellen ainda destacou a importância do astrônomo Willian Herschel que foi o primeiro a publicar extensos catálogos de estrelas, principalmente estrelas duplas e medindo suas posições relativas. Também o mesmo desenvolveu os primeiros conhecimentos sobre a constituição da Galáxia. Ele ainda descobriu duas luas de Saturno: Mimas e Enceladus e assim como duas luas de Urano: Titânia e Oberon, entres outras contribuições. Ainda, foi abordada a astronomia amadora no Brasil – nos anos 80 ao se constituir numa época de expansão e de pessoas interessada no assunto, tornou-se um interesse cultural e desfrutou de certo modismo. Nesse período, por exemplo, ocorreram lançamentos de ônibus espacial, sondas espaciais a exemplo da sonda Voyager 2 fazendo seus primeiros estudos nos planetas gasosos e trazendo informações inéditas. Outro assunto da década foi a passagem do cometa Halley, que virou o fenômeno quase obrigatório das pessoas olharem para o céu, Além de muitos filmes de ficção tratando o espaço na época, a exemplo do filme E.T. que levara milhões de pessoas aos cinemas. Por fim, abordou a astronomia em Sergipe, tendo a SEASE como pioneira e suas contribuições ao longo de sua história.

Elza em sua parte abordou os aspectos históricos, destacando-se a contribuição da mulher ao longo das épocas. Inicialmente, discorreu sobre as primeiras cientistas da história, a exemplo de Hypátia (de Alexandria), e suas dificuldades e, exercer tais atividades perante a sociedade. Outro ponto destacado foi o silenciamento da história com as mulheres cientistas, por exemplo até hoje apenas 3% dos ganhadores de Prêmio Nobel foram mulheres. Outro ponto destacado foi sobre a Astronomia no Brasil. Hoje o País se classifica entre os primeiros com percentual acima de 20% de participação feminina. Entre estas os nomes mais brilhantes são os de: Duília de Mello (NASA), Rosaly Lopes (NASA) e Thaysa Storchi Bergman (UFRGS).   Foi abordado também sobre a SEASE no que diz respeito à participação feminina. Até presente palestra, sua diretoria é composta, de uma presidente “Hellen Larissa”, uma tesoureira “Ívina Mittarraquis”, uma secretária “Dinorah Barbosa”, um vice-presidente “Jaelsson Lima” e de um secretário de comunicação “Silvio Willian”. Ou seja, é uma sociedade em que a presença feminina não está apenas na mera participação, mas no exercício da administração. Destacou a execução de projetos, como: “Astronomia Popular sob os Céus de Sergipe” e em outras atividades. Destacou o sonho mais alto conquistado sob liderança destas jovens mulheres e com o apoio dos meninos, que foi de conseguir trazer Rosaly Lopes da NASA para palestrar no Encontro de Astronomia do Nordeste, XV EANE, evento este organizado pela SEASE. CCTECA, IFS e UFS, em 2015. Além ainda de ser abordada toda a história da SEASE. Por último, em sua fala foi explorando bastante a questão do preconceito, chacotas ou brincadeiras de mal gosto contras as mulheres na ciência ainda atualmente. A mesma mostrou diversas mensagens ofensivas ou de tons preconceituosos presentes nas redes sociais ou até mesmo publicações de jornais em decorrência de notícias sobre contribuição feminina na ciência. Em algumas ocasiões o tema – ciência construída por mulheres – vem acompanhado de comentários de tom jocoso e preconceituoso, o que mostra o quanto hoje ainda a mulher é “desencorajada” a participar de trabalhos científicos e tecnológicos.

Figura 3: A presidente da SEASE Hellen Chaves, durante sua palestra de apresentação na VII SEASE.

img_4287

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Figura 4: Palestra de abertura com Profa. Dra. Elza Ferreira na VII SEASE.

img_4302

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Figura 5: O público fazendo perguntas a Hellen e Elza após suas apresentações na VII SEASE

img_4313

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Em seguida, a palestra que estava programada com o Prof. Dr. Tiago Ribeiro de Souza (DFI/UFS), intitulada de “Telescópios Robóticos” não aconteceu, devido a imprevistos de viagem com o palestrante. E assim, encerraram-se as atividades da manhã.

As atividades retornaram após o almoço, às 13h04, com a categoria Trabalhos Curtos. Iniciou-se com a apresentação de Tarcísio Barreto, com o tema “Astrofotografia e Recursos para Acompanhamento Sideral”.

Essa apresentação começou abordando sobre a importância do uso tripé fixo para as astrofotografias, possibilitando fazer: trilhas e rotação de polo, registro de constelações, eclipses lunares e solares, meteoros, satélites, cometas, auroras, conjunções, composição, etc. Foi abordado ainda que com o uso de uma câmera digital fazendo exposições curtas é possível fazer fotografias da Lua, enquanto para fazer fotografias da estação espacial, satélites, planetas e outros, precisa-se de uma exposição intermediária cerca de 30s. Para fazer o “Star Trail” (acompanhamento contínuo em forma de linha dos astros no céu) é necessário diversas imagens de tempo intermediário. Por fim, foi explorada a questão das montagens para compensar o movimento da Terra, e a mais recomendada foi a montagem equatorial. O palestrante finalizou mostrando uma proposta de plataforma.

Figura 6: Tarcísio Barreto na sua apresentação “Astrofotografia e Recursos para Acompanhamento”, na categoria trabalhos curtos –  VII SEASE.

img_4322

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Figura 7: Tarcísio Barreto na sua apresentação “Astrofotografia e Recursos para Acompanhamento”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

img_4347

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Em seguida, às 13h40, foi vez da apresentação de Alexsandra Macedo, com o tema “As Constelações e a Mitologia: Conexões com a Psicologia”.

A abordagem inicial é fundamentada em três palavras chaves (Homen-Símbolo-Mito), onde o homem para Carl G Jung (1875-961) é um arquétipo inconsciente coletivo, identidade cultural, Símbolo: indica o além do significado manifesto e imediato. Representa algo por imagens, experiências e vivências que incluem aspectos consciente e inconsciente, Mito: início de racionalização simbólica da experiência narrativa, temas típicos e recorrentes da existência humana. Foi destacado o termo “A lua e a loucura” pois desde a idade média, a loucura e a lua estão associados. Foi abordado ainda o ciclo de Perseu (Andrômeda, Baleia, Cefeu, Cassiopéia, Pégaso, Medusa), os quais se referem – Andromeda: esposa, Baleia: Monstro que ameaça Andrômeda, Cefeu; pai de Andrômeda, Cassiopeia: mãe de Andrômeda, Pégaso: cavalo alado tomado por Perseu, Medusa: monstro eliminado por Perseu ou projeção negativa entre outras abordagens.

Figura 8: Apresentação de Alexsandra MacedoAs Constelações e a Mitologia: Conexões com a Psicologia”, na categoria trabalhos curtos durante a VII SEASE.

img_4357

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 9: Perguntas do público na apresentação de Alexsandra Macedo, com o temaAs Constelações e a Mitologia: Conexões com a Psicologia”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

img_4388

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Logo após, às 14h05, finalizaram-se as apresentações da categoria trabalhos curtos do dia, com a palestrante Jéssica Pereira, com o tema: “Calibração em Comprimento de onda com Espectrógrafo Caseiro”.

Nesta apresentação, inicialmente, foi feita uma abordagem do comportamento ondulatório da luz e o espectro eletromagnético, onde o caráter ondulatório da luz é muito eficiente para explicar os fenômenos de refração, interferência, etc. Os humanos enxergam na frequência chamada de “frequência do visível” do espectro, enquanto o beija flor, por exemplo, tem a capacidade enxergar tanto infravermelho quanto no ultravioleta. Foram abordadas ainda as “bandas de frequências” do espectro e “espectros de elementos químicos” sendo Kirchhoff o cientista que concebeu e montou um conjunto com um prisma, três telescópios velhos e uma fonte de luz e fez os primeiros estudos relevantes a respeito. Ainda foi falado dos procedimentos técnicos e proposta para professores do ensino básico se concentrar em estabelecer atividades aos seus alunos que envolvam a calibração em comprimento de ondas dos espectros observado. Por fim, foi realizada a demonstração e os passos para se fazer a calibração, usando software DS9.

Figura 10: Apresentação de Jéssica Pereira, “Calibração em Comprimento de onda com Espectrógrafo Caseiro”, na categoria trabalhos curtos -VII SEASE.

img_4397

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 11: Apresentação de Jéssica Pereira, “Calibração em Comprimento de onda com Espectrógrafo Caseiro”, na categoria trabalhos curtos, – VII SEASE

img_4400

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 14h30, houve outra palestra com o Prof. Nilson Silva Santos (CDA Órion), cujo tema foi “O Desenvolvimento da Astronomia Amadora em Sergipe: Das Origens Históricas às Perspectivas Futuras”.

O palestrante destacou a SEASE como sendo a primeira instituição (grupo) de astronomia no estado, tendo sua fundação no inicio da década de 1990, com nome de Grupo de Astronomia Johannes Kepler (GAJK) e sua sede era Centro Acadêmico de Física Leônidas Tancu (CAFis-LT/UFS) e os primeiro instrumentos do grupo foi uma luneta de 50mm e depois um telescópio newtoniano de 180mm. A segunda fase do grupo ocorre em 2001, quando houve a mudança da sede do grupo, saindo das dependências do Campus da Universidade para a casa do senhor José Alípio Alvares de Armando Neto e há mudança também de nome do grupo para Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE). A terceira fase acontece, entre 2003 e 2009, quando ocorreu mais uma mudança de sede, passando a ocupar uma sala cedida pelo então presidente do Cotinguiba Esporte Clube, o senhor Wellington Mangueira. Em 2009 é fundado o Clube Dorense de Astronomia Órion (CDAO), motivado pela SEASE, com sede no interior do estado, na cidade de Nossa Senhora das Dores, que tem como fundador e coordenador geral o professor e astrônomo amador Nilson Santos que juntamente com outros entusiastas se reuniram para participar das atividades promovidas no Ano Internacional da Astronomia em 2009 (AIA 2009). O nome do grupo faz referencia à grande constelação Órion. O Prof. Nilson ainda falou sobre o surgimento de outros grupos de astronomia no estado, em Lagarto, Estância e o da própria UFS, com o surgimento do curso de Astronomia e lembrou que no mesmo ano a SEASE se transferiu para CCTECA onde continua até hoje em suas dependências, usufruindo dos arredores para realizar a maioria de suas observações. Por último, foi explorado o Clube Dorense de Astronomia Órion, coordenado atualmente pelo palestrante, mostrando imagens de palestras, exposições, oficinas, observações com telescópios. Ele destacou que já no primeiro ano de fundação do CDA Órion foram realizadas quatro exposições abertas ao público com coleção de imagens cedidas pelo astrônomo Augusto Daminelli (paisagens cósmicas celebrando o AIA 2009). Finalizou, comentando sobre o projeto HERMES em uma exposição que participou em Brasília e contou a história do foguete que eles levaram para a exposição que tinha uma tartaruga como cobaia acoplada ao foguete.

Figura 12: O Prof. Nilson Silva Santos em sua palestra “O Desenvolvimento da Astronomia Amadora em Sergipe: Das Origens Históricas às Perspectivas Futuras”, – VII SEASE

img_4414

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 13: O Prof. Nilson Silva Santos  em palestra “O Desenvolvimento da Astronomia Amadora em Sergipe: Das Origens Históricas às Perspectivas Futuras” – VII SEASE

img_4442

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Depois da palestra, tivemos uma pausa para o coffee break.

Figura 14: Foto do coffee break. após o termino da palestra com Nilson S. Santos, no primeiro dia de evento.

img_4451

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 16h12, deu inicio a última palestra do dia com o Mestre Guthierre Ferreira Araújo (IFS/Estância) intitulada de “Extensão e Interdisciplinaridade: A Astronomia no Ensino Médio – A Experiência do Instituto Federal de Sergipe”.

Nesta palestra, a discussão concentrou-se em extensão e interdisciplinaridade. O palestrante afirma que o ensino hoje se encontra fragmentado e defende a implementação da interdisciplinaridade como um processo que deve ser trazido para realidade pedagógica. O ensino da astronomia é uma ciência que é interdisciplinar, pois engloba diversos temas, matemática, geografia, física, história e até português existem espaço na astronomia, etc. Na realidade, entretanto, as coisas são bem diferentes, dificilmente na prática se encontra o que diz a legislação. As informações de astronomia que chegam às pessoas são via Universidades e Institutos, instituições científicas – como: observatórios, planetários etc. – Grupos de astronomia e mídia. A maioria das informações de astronomia que chega as pessoas é pela mídia (jornais, blogs, TV’s, etc) que são na grande maioria das vezes conteúdos pobres em informações. A astronomia no IFS de Estância concentra-se em três ações: Extensão – trabalhar para a comunidade o que é feito no próprio Instituto ou trazer a comunidade para dentro do Instituto – Pesquisa e Formação Continuada – formar professores da rede municipal em Estância ou estadual. O AstroIFS tem como parceiros a SEASE, a Maratá, a Bramon e a Secretária de Educação de Estância – a qual permitiu fazer uma ponte entre o IFS e as escolas. As observações com telescópios foram as primeiras atividades do astroIFS de forma a estimular professores a fazer atividades nas escolas e a participarem do projeto. O projeto tem construção de foguetes, espectroscópios etc. além de oficinas para os alunos e oficinas para os professores. Este ano pelo projeto permitiu-se participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e realizar o campeonato local de foguetes com quatro equipes. Atividades desenvolvidas durante os seis meses de vigência do projeto, englobou atividades e oficinas, com participação de 200 alunos, 15 alunos trabalhando no projeto, 953 alunos externos envolvidos, 26 professores do município envolvido e 23 atividades desenvolvidas dentro do IFS. A oficina em desenvolvimento hoje é uma oficina interdisciplinar – construção de um foguete e lançamento, com professores de Física e Matemática realizando os cálculos e fórmulas físicas para o foguete funcionar, o professor de Geografia trabalharia com relação aos estudos de satélites que são colocados em órbita da Terra, e os de Biologia com o estudo de desmatamento na Amazônia etc. Sobre o monitoramento de meteoros pelo IFS, que monitora todos os bólidos que entram na nossa atmosfera constituiu-se como a primeira estação de monitoramento de Sergipe. A câmera e computador do projeto funcionam a energia solar, passando a ser a primeira estação do País a ter este tipo de funcionamento. Ela fica ligada das 17h da tarde à 5h da manhã. E em 30/07/2016 aconteceu a primeira captura pela a estação. Para finalizar, de perspectivas para o futuro – almeja-se ampliação das câmeras e o lançamento de portal para o acompanhamento em tempo real das câmeras pelo o público.

Figura 15:  Mestre Guthierre Ferreira Araújo (IFS/Estância) na sua palestra : “Extensão e Interdisciplinaridade: A Astronomia no Ensino Médio – A Experiência do IFS” – VII SEASE.

img_4476

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 16: Mestre Guthierre Ferreira Araújo (IFS/Estância) na sua palestra “Extensão e Interdisciplinaridade: A Astronomia no Ensino Médio – A Experiência do Instituto Federal de Sergipe” – VII SEASE.

img_4484

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

O primeiro dia de evento foi finalizado com uma observação com telescópios em frente ao Departamento de Química (DQI) na UFS.

Figura 17: Observações com telescópios em frente ao Departamento de Química (UFS)- VII SEASE

img_4557

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 18: Observações com telescópios em frente ao Departamento de Química (UFS) – VII SEASE

img_4568

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No segundo dia, 01 de Dezembro de 2016, as atividades começaram às 9h30, com uma palestra em vídeo conferência com o Prof. Dr. Armando Bernui (ON/RJ) sobre o tema: “Cosmologia Observacional”.

Nesta palestra a abordagem ficou em torno da cosmologia observacional, explorando conceitos como o efeito Doppler – no qual os comprimentos de onda de fontes que se afastam e que aproximam sofrem desvio para o vermelho e azul, respectivamente. Com o apoio de figuras mostrando o espectro de referência e comparando com espectro observado. Foi explorado ainda explicações sobre o espectro de ondas eletromagnéticas – Raios Gamas, raios X, Ultra Violeta, Visível, Infravermelho, Rádio. As ondas eletromagnéticas são ondas que carregam consigo um campo elétrico e um campo magnético. Foram mostrados objetos estelares observados em diferentes comprimentos de ondas, a exemplo de uma própria estrela. Por fim, a palestra se concentrou em explorar ideias acerca de propriedades do espectro de um corpo negro, teoria do Big Bang, a lei de Hubble – que nos diz galáxias estão se afastando de nós com velocidades que aumentam com a distância, ou seja quanto mais distante maior é a sua velocidade, radiação cósmica de fundo – citando os estudos do WMAP e as composições do Universo, distribuídas em matéria escura, energia escura e a matéria observável.

Figura 19: Professor Dr. Armando Bernui (ON/RJ) na sua palestra via vídeo conferência “Cosmologia Observacional” – VII SEASE.

img_4626

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 20: Professor Dr. Armando Bernui (ON/RJ) na sua palestra via vídeo conferência “Cosmologia Observacional” – VII SEASE.

img_4628

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

As apresentações de trabalhos curtos que aconteceriam em seguida com Thainá Aragão, de tema: “XMM ao Alcance de Todos: Processo de Análise de Dados” e Ivina Mittaraquis, com o tema: “Como Obter Dados do Telescópio Gemini a fazer a Redução Utilizando o Pacote Ureka”, foram alocadas para o período da tarde por conta de atrasos na programação, com plena concordância com as palestrantes.

Em seguida, às 11h05, houve outra palestra com o Prof. Dr. Mário Everaldo (DFI/UFS) intitulada “Oscilações de Neutrinos Indicam a Existência da Quinta Força da Natureza”.

Nesta palestra foi feito um apanhado sobre as oscilações de neutrinos – que surgem a partir das oscilações de mesons –. Eles surgem na fusão nuclear dentro de uma estrela, principalmente no ciclo PP (próton – próton) que domina o processo de fusão em estrelas frias. A proposta de oscilações de neutrinos de acordo com essa proposta supõe que os neutrinos de elétrons são transformados em outros neutrinos de sabores, múon e neutrinos “tau”, pelo mecanismo Mikheyev – Smirnov Wolfenstein. A crítica abordada sobre a proposta é a falta de detecção de fluxos de neutrinos “tau”, onde o aumento no fluxo de neutrinos “tau” devido às oscilações não foi medido até hoje e isso invalida o argumento de que as oscilações de neutrino foram provadas. Outra falha seria a falta de detecção de decaimentos, violando número leptônicos. Ainda de acordo com a proposta de oscilações de neutrinos os três sabores de neutrinos são ressonantes da mesma partícula. Se isso fosse verdade os seguintes decaimentos fracos seriam observados, mas estes decaimentos nunca foram observados. Além que, se o desaparecimento dos neutrinos solares fosse causado por oscilações um aumento no fluxo de neutrinos de múon teria dito detectado, mas o que tem sido relatado é exatamente o contrário, ou seja, existe também um déficit nos neutrinos do múon. Foi destacado um grupo de físicos da Hungria (A. J. Kraszuahorkay, M. Csatlos, L. Csige, Z. Gácsi, J. Gulyás, M. Hunyadi, T. J. Ketel, I. Kuti, B. M. Nyako, L. Stuhl, J. Timár, T. G. Tomyi e Z Vajta) anunciou uma nova força fundamental da natureza que e envolve a produção de pares elétron-pósitron e pares neutrino-anti-neutrino por meio do decaimento do bóson de vetorial de luz. O palestrante ainda relembra que uma publicação de 2012, a colaboração Daya Bay tinha relatado o desaparecimento de cerca de 6% de antineutrinos de elétrons ao longo de uma distância de 1648m e afirmou que esta discrepância foi causada por oscilações de neutrinos. Mas, em um artigo recente ela acaba de publicar resultado que corrige o resultado anterior, porque agora se descobriu que o fluxo produzido é de 6% maior do que o que está previsto pelos modelos nucleares atuais. O palestrante brinca e relata que deram o prêmio Nobel de física de 2015 de forma errado. Ele destaca que enviou seu artigo para o líder do grupo que trouxe os novos resultados sobre o fluxo maior de neutrinos e que viram com bons olhos. Por fim, o palestrante comenta que essa nova força pode ter consequências sérias no modelo cosmológico padrão atual e comenta que no seu site: www.primons.com estão todas as informações disponíveis a respeito.

Figura 21: Palestra do Professor Dr. Mário Everaldo de Souza (DFI/UFS) intitulada de “Oscilações de Neutrinos Indicam a Existência da Quinta Força da Natureza” – VII SEASE.

img_4643

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 22: Palestra do Professor Dr. Mário Everaldo de Souza (DFI/UFS) intitulada de “Oscilações de Neutrinos Indicam a Existência da Quinta Força da Natureza” – VII SEASE.

img_4697

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

As atividades retonaram após o almoço, às 13h04, com a categoria Trabalhos Curtos. Iniciando com a apresentação em conjunto de Débora Matos e Maria da Conceição, com o tema “Termos Astronômicos em Libras”.

Nesta apresentação deixou-se o legado do quanto a comunicação é importante para nossas vidas. Ela é constituída de forte necessidade natural da natureza humana. E por meio de comunicação conseguimos imprimir nossa marca, projetar nossa personalidade, compartilhar informação. Sem ela não conseguiríamos viver em sociedade e não seríamos um ser que trairia sabedoria e conhecimentos paras as gerações futuras. Foram destacados grandes nomes, a exemplo do cientista Stephen Hawking que possui uma doença rara degenerativa e que mesmo apesar das grandes dificuldades não deixou (e não está deixando) de passar o seu legado para as gerações futuras, através de uma forma alternativa que se encontrou para que ele pudesse se comunicar. A apresentação foi bastante interativa e o público muito participativo, onde foi introduzida a língua brasileira de sinais na explicação de termos ou conceitos astronômicos em questão. Foram abordados conceitos, tais como: fases da Lua, estações do ano, sistema solar, lançamentos de foguetes, astronautas etc.

Figura 23: Apresentação de Débora Matos e Maria da Conceição, com o tema “Termos Astronômicos em Libras”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

img_4755

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 24: Apresentação de Débora Matos e Maria da Conceição, com o tema “Termos Astronômicos em Libras”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

img_4773

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 13h48, foi vez da apresentação de Thainá Aragão, com o temaXMM ao Alcance de Todos: Processo de Análise de Dados”.

A abordagem inicial ficou por conta das motivações que levaram a palestrante a estar participando deste trabalho. Foram elas: a disciplina tópicos especiais em física geral e educacional, cuja ementa aborda temas voltados à astrofísica de altas energias, o projeto de Extensão PJ092-2016 – vídeos tutoriais para divulgação da física, astronomia e ciências em geral com o Prof. Dr. Sergio Scarano Jr. Nesta apresentação foi abordado o tema “astrofísica de altas energias”, com destaque: sistemas binários, pulsares, restos de supernovas, quasares, galáxias, etc. Ela mencionou o campo de estudo que foi o ACO744, de ID 670880501, cujo alvo principal era a galáxia Seyfert tipo 1 3C 215. Por fim, explorou o XMM-Newton que é denominado de X-ray Multi-Mirror, que foi uma sonda lançada em 10 de Dezembro de 1999 pelo foguete Ariane 5, na base de lançamento de Kourou, sendo gerenciada pela Agência Espacial Européia – ESA. Na última parte, foi abordado o funcionamento de análise de dados, fazendo procedimentos para gerar uma curva de luz e dela gerar uma imagem binada, determinar regiões, além de faixa de energia de interesse, subtrair o background (os ruídos de fundo) da fonte e plotar resultados de forma a extrair e gerar as imagens tratadas da fonte, estudos de características físicas do objeto, como temperatura, composição química, etc.

Figura 25: Thainá Aragão, com o temaXMM ao Alcance de Todos: Processo de Análise de Dados”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

img_4796

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 26: Thainá Aragão, com o temaXMM ao Alcance de Todos: Processo de Análise de Dados”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

img_4800

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Logo após, às 14h07, finalizaram-se as apresentações da categoria trabalhos curtos do segundo dia, com a palestrante Marissol Mwaba, de tema: “Intercâmbio com colaborações internacionais para estudo da astronomia”.

Na apresentação a palestrante falou de sua experiência, durante um intercâmbio na França. Ela conta como foi entrar pro mundo de explorar e compreender o Universo, a partir de experiência que teve no L’Observatoire de Paris, no observatório de Meudon e no observatório de Haute Provence, durante  o estágio prático. Fazendo experiências profissionais em equipamentos como: espectroscópio etc. Ainda fez toda a abordagem de seu estágio no Instituto de Astrofísica de Paris, sob direção de estágio da Profa. Florence Durret e com o tema: “fotometria de galáxias no aglomerado de Ofiúco”. Por fim, contou as  experiências nas disciplinas que cursou lá durante sua experiência na França, entre elas: Cosmologia, Astrofísica Observacional, Astronomia Galáctica e Extragaláctica, Sistemas Planetários, etc.

Figura 27: Apresentação de Marissol Mwaba, de tema: “Intercâmbio com colaborações internacionais para estudo da astronomia”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

img_4814

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 28: Apresentação de Marissol Mwaba, de tema: “Intercâmbio com colaborações internacionais para estudo da astronomia”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

img_4828

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 14h32, tivemos na categoria Workshop a apresentação do graduado em Pedagogia e graduando em Física Emerson Mendonça Amaral, com o tema: “Aquisição e Manutenção de Telescópios”.

Neste workshop foi feita uma abordagem sobre as lojas especializadas no mercado em vendas de instrumentos astronômicos, que são poucas e os produtos normalmente são de alto custo, já a qualidade óptica de alguns modelos vendidos por aqui ou em quaisquer lojas do país, deixa muito a desejar e outro empecilho na hora de adquirir bons instrumentos é também a falta de orientação. Foram abordados também os tipos de montagens que são encontradas no mercado: montagem equatorial, montagem altazimutal, além dos tipos de telescópios encontrados: telescópios refletor (Newtoniano), telescópio catadióptrico, telescópio refrator. Em seguida, foram informados alguns sites recomendados para compras, entre eles: www.astroshop.com.br (poucos equipamentos), www.armazemdotelescopio.com.br (fechado por tempo indeterminado por conta da crise), www.astrolua.com.br (produtos seminovos), www.tellescopio.com.br, www.telescopiosastronomicos.com.br (Sebastião Santiago) telescópios caseiro, www.casadoastronomo.com.br, www.telescopios.net. Foram explorados os tipos de oculares encontradas no mercado: StarGuider, Ortoscópica/Planetária e Erfie. Por último, algumas imagens (o antes e o depois) mostrando os processos de limpeza de algumas oculares da SEASE e da UFS, além do processo de limpeza de telescópios (mostrando o antes e o depois), explorando os tipos de kits que se encontram no mercado, depois foi a hora de colocar a mão na obra e praticar.

Figura 29: Apresentação na categoria Workshop do Pedagogo e graduando em Física Emerson Mendonça Amaral, com o tema: “Aquisição e Manutenção de Telescópios” – VII SEASE.

img_4867

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 30: Apresentação na categoria Workshop do Pedagogo e graduando em Física Emerson Mendonça Amaral, com o tema: “Aquisição e Manutenção de Telescópios” – VII SEASE.

img_4920

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

As atividades retonaram após uma pausa às 16h42, com o segundo Workshop do dia, de tema: “Técnicas de Fotometria Diferencial com Câmeras Acopladas a Telescópios”, com apresentação da Profa. Edigênia Ferreira Santos.

Neste workshop a palestrante iniciou explorando a motivação e interesse pelas ciências exatas e abordou contraste ente o número de meninos e meninas que manifestam interesse em áreas de exatas em sua profissionalização, que é bem ameno se comparado aos dos meninos. Para ela, essa fundamentação está associada ainda a contextos históricos, da contribuição das mulheres nas ciências exatas. Outro ponto explorado foi a questão das magnitudes aparentes – que na classificação de Hiparcos as estrelas foram agrupadas em cinco categorias de magnitudes, sendo as estrelas de magnitudes um as mais brilhantes do céu, e as de magnitudes seis as que estavam no limite da visibilidade humana. Ainda foi abordado o conceito de “Pixel”, à questão da escala, conhecida como L.U.T, ou Look up Table” é uma técnica utilizada no processamento de imagem, que se associa à representação. Sua funcionalidade é criar uma tabela de novos valores para imagem tratada. Em seguida,  a exploração ficou na explicação sobre CCD-Charge-Coupled Device Detectors que é um dispositivo de carga acoplada, de modo registrar e quantificar a quantidade de luz (fótons) que recebe. Por fim, exploraram-se os programas Snapcap e o SAOImage DS9, explicando o processo de captura de imagens até o processo tratamento dessa imagem.

Figura 31: Apresentação na categoria Workshop da Profa. Edigenia Ferreira Santos, com o tema: “Técnicas de Fotometria Diferencial com Câmeras Acopladas a Telescópios” – VII SEASE.

img_4923

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 32: Apresentação na categoria Workshop da Profa. Edigenia Ferreira Santos, com o tema: “Técnicas de Fotometria Diferencial com Câmeras Acopladas a Telescópios”, durante a VII SEASE.

img_4957

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No encerramento do segundo dia de evento, às 19h, foi realizada uma observação com telescópios, coordenada por Emerson Amaral e o Dr. Sergio Scarano (DFI/UFS), em frente ao Departamento de Química (DQI) na UFS.

Figura 33: Observações com telescópios em frente ao Departamento de Química (UFS), durante o segundo dia da VII SEASE.

img_4964

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 34: Observações com telescópios em frente ao Departamento de Química (UFS), durante o segundo dia da VII SEASE.

img_5059

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No terceiro dia de evento, 02 de Dezembro, às 9h45, iniciaram-se as atividades do dia com uma observação com telescópio do Sol, usando um filtro solar apropriado para a ocasião, sob a coordenação de Emerson Amaral.

Figura 35: Observações do Sol com telescópios na Didática VI (UFS), sob o comando de Emerson Amaral, durante o segundo dia da VII SEASE.

img_5075

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 36: Observações do Sol com telescópios na Didática VI (UFS), sob o comando de Emerson Amaral, durante o segundo dia da VII SEASE.

img_5080

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, em paralelo com as observações do Sol, ocorreu o último Workshop do evento, às 10h05, com a apresentação em conjunto da graduanda Dinorah Barbosa da F. Teixeira e do graduando Italo Souza Melo, com o tema: “Recursos para Acessar Observatórios Virtuais”.

Nesta apresentação a abordagem ficou por conta de um breve apanhado sobre a evolução da astronomia, desde as observações a olho nu, astrolábio etc. até a revolução dos telescópios, fotografias, sondas espaciais, a exemplo da sonda Voyager -1, etc. Onde foi explicado o que são estrelas –  esferas autogravitantes de gás ionizado, cuja fonte de energia é a transmutação de elementos através de reações nucleares, isto é, da fusão nuclear de hidrogênio em hélio e, posteriormente, em elementos mais pesados e depois a explicação da classificação espectral (classificação baseada no espectro da estrelas, em intervelos de temperaturas bem definidos), metalicidade (na astronomia, elementos mais pesados que o hélio são chamados de metais e sua razão por exemplo:[Fe/H] recebe o nome de metalicidade (em relação ao Fe)), etc. Outros pontos debatidos foram o diagrama H-R(diagrama Hertzprung-Russell), que mostra a relação entre parâmetros como luminosidade e temperatura efetiva etc. a relação período-luminosidade, a exemplos de estrelas RR-Lyrae (são estrelas variáveis e frequentemente utilizadas como velas padrão). Além da explicação sobre aglomerados estelares (aglomerados abertos e globulares), estrutura da via Lactea (o halo, o disco e o bojo), populações estelares: Walter Baade foi um astrônomo alemão que trabalhou no Mount Wilson Observatory e que estudou a galáxia de Andrômeda, suas observações levaram-no a definir populações distintas para estrelas da galáxia de Andrômeda (chamando-as de População I (estrelas jovens e ricas em metias) e População II (estrelas antigas e pobres em metais)). Por último, fazendo uso do software TOPCAT foram explorados alguns dos recursos para acessar observatórios virtuais, a segui o Link para download do TOPCAT: http://www.star.bris.ac.uk/~mbt/topcat/#install e o link da apresentação em Power point e pdf: https://drive.google.com/drive/folders/0B3xG4Imeu-WpVkxjZkRmZUhiVEE,.

Figura 37: Apresentação na categoria Workshop da graduanda Dinorah Barbosa da F. Teixeira e do graduando Italo Souza Melo, com o tema: “Recursos para Acessar Observatórios Virtuais” – VII SEASE.

img_5098

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 38: Imagem do público na apresentação da categoria Workshop da graduanda Dinorah Barbosa da F. Teixeira e do graduando Italo Souza Melo, com o tema: “Recursos para Acessar Observatórios Virtuais” – VII SEASE.

img_5135

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 39: Apresentação na categoria Workshop  graduanda Dinorah Barbosa da F. Teixeira e do graduando Italo Souza Melo, com o tema: “Recursos para Acessar Observatórios Virtuais” – VII SEASE.

img_5149

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Logo após, às 11h07, com a categoria Trabalhos Curtos, iniciou-se com a apresentação em conjunto de Wildson W. de Aragão e Edigênia Ferreira Santos, com o tema:O Tempo de Vida do Sol a partir da Medida da Constante Solar”.

A abordagem começou com uma efêmera sobre insolação, que está relacionado ao fluxo de energia solar, por unidade de tempo, que atinge certa área da superfície terrestre. Outro ponto, foi a importância do estudo da insolação, já que ela pode favorecer a geração energia a partir do Sol, pode afetar: circulação dos ventos, temperatura oceânica, aquecimento da superfície do planeta etc. O objetivo do trabalho foi de determinar a constante solar em Aracaju. Sendo usados os materiais visando tornar o procedimento acessível para ensino médio, utilizamos materiais de fácil obtenção, são eles: tinta fosca preta (spray), frasco de café solúvel, termômetro clínico digital, fita crepe, água, régua, tesoura, câmera fotográfica, relógio, com a metodologia de construção de dois calorímetros e os enchendo de água até a tampa, colocando um calorímetro exposto ao sol, e outro calorímetro na sombra. Fazendo medidas de temperatura de cinco em cinco minutos para os termômetros na sombra e exposto ao sol e fotografando os dois aparatos a cada cinco minutos. O valor de fluxo solar médio obtido para Aracaju de 866,397w/m². Por último, foi feita a estimativa do tempo de vida do Sol a partir da constante solar obtida, já que pela fórmula de luminosidade ([Luminosidade]=[Fluxo solar] x [4 pi]  x [Distância do Sol até a Terra]²) e o tempo tem relação com a luminosidade, assim o valor obtido foi de 16.000.000.000 anos ( ~16 bilhões de anos, enquanto o valor real de vida Sol é estimado em 9 bilhões de anos).

Figura 40: Apresentação na categoria Trabalhos curtos em apresentação de Wildson W. de Aragão e Edigênia Ferreira Santos, com o tema:O Tempo de Vida do Sol a partir da Medida da Constante Solar” – VII SEASE.

img_5165

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 41: Apresentação na categoria Trabalhos curtos em apresentação de Wildson W. de Aragão e Edigênia Ferreira Santos, com o tema:O Tempo de Vida do Sol a partir da Medida da Constante Solar” – VII SEASE.

img_5180

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em sequência, às 11h34, finalizando as atividades pela manhã, foi a vez da apresentação em conjunta de Walter Prado de Carvalho e Miqueline Aragão Silva, com o tema:” Medindo a Altura das Crateras da Lua”.

Foram utilizados os softwares Moon Atlas 3D e SAOImage DS9, com uso  de  geometria básica para determinar as alturas das crateras da Lua. O trabalho focou em identificar as crateras da lua, achar uma razão entre pixel e quilômetros e delimitar a linha do terminador. Foi abordada ainda uma discussão histórica de “como surgiram as crateras?” que até o início do século XX não se sabia como era formadas e foram criadas duas hipóteses para tentar explicá-la:  a teoria vulcânica e o impacto de meteoritos. Hoje sabemos que a teoria de impactos de meteoritos é a correta. Para medir a profundidade da cratera, faz uso de triangulação e através do ângulo de inclinação (determinado a partir do feixe de luz que vem Sol) descobre a altura. Utilizando a linha do terminador e usando a ferramenta “projeção” no DS9 foi possível determinar o posicionamento do terminador. Para fazer os cálculos das sombras utiliza as ferramentas “circulo” e “projeção” no DS9 e, assim, foi possível delimitar as sombras das crateras na superfície lunar. Aplicando-se a ferramenta “Régua” onde foi mensurado de forma linear, o comprimento das sombras em unidades de pixels. E depois, o passo é transformar as unidades de “pixels” em “Km” na imagem e assim, foi possível calcular a profundidade das crateras: Triesnecker, Arzachel, Autolycus, que foram as adotadas nesse trabalho.

Figura 42: Apresentação na categoria Trabalhos curtos em apresentação de Walter Prado de Carvalho e Miqueline Aragão Silva, com o tema:” Medindo a Altura das Crateras da Lua” – VII SEASE.

img_5212

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 43: Apresentação na categoria Trabalhos curtos em apresentação de Walter Prado de Carvalho e Miqueline Aragão Silva, com o tema:” Medindo a Altura das Crateras da Lua” –  VII SEASE.

img_5219

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No retorno do almoço, às 13h07, teve a última etapa das atividades do dia da VII SEASE. Na primeira parte, tivemos uma palestra com o graduando Marcus Vinicius Grilo da Silva, com o tema: “Obtenção de parâmetros estelares através do ajuste de espectros sintéticos”.

Esta palestra foi proferida a partir de explanação sobre o processo de formação estelar. Graças aos avanços tecnológicos, hoje é possível estudar os processos de formação estelar em várias regiões do espectro eletromagnético. As estelas são formadas em nuvens moleculares. No inicio de suas vidas elas são esculpidas por planetas recém nascidos. Essa nuvem é composta de poeira e gás molecular, principalmente H2 : H2 e H (~90%), He (~10%), CO (~0,01%) outras moléculas (~0,001%) e poeira (silicatos, carbonatos). Sua forma é irregular e a densidade é variável, um local de formação estelar, por exemplo, é nebulosa de Órion. Ainda foi explorado o processo evolutivo, no qual o momento angular deve ser conservado. Este processo se dar pelos seguintes passos: 1- existir uma nuvem molecular, 2- acontecer um colapso gravitacional com certa quantidade de matéria desta nuvem, 3- surgirem em as protoestrelas, 4- evoluírem para as estrelas T-Tauri, 5- estrelas de pré-sequência principal e 6-finalmente a estrela é formada. Em seguida, foi explorada a distribuição espectral de energia e explicando-se as linhas de absorção e emissão, efeito Doppler, ventos e jatos estelares. Por último, explorou-se o propósito do trabalho, que foi analisar os dados de espectroscopia obtidos pelo Very Large Telescope (VLT), fazendo o ajuste de espectros sintéticos, e a partir disso extrair informações de propriedades físicas relevantes de Mon-250, usando O FLAMES (alcançar alvos sobre um campo de visão 25 arcmin em diâmetro), GIRAFFE (permite a observação de até 130 alvos ou fazer espectroscopia de campo integral, com resolução intermediária ou alta), UVES (fornece maior resolução espectral, mas pode acessar apenas até 8 objetos). Com o uso dos programas: IRAF, IDL, Spectroscopy Made Easy (SME) e BinMag de dados espectros obtidos na campanha do projeto Coordinated Synoptic Investigation of  NGC2264 (CSI 2264). Dessa forma, foi feita análise que permitiu obter estimativas das propriedades físicas da estrela, tais como temperatura efetiva, gravidade superficial, velocidade radial, velocidade de rotação. Sendo alguns dos resultados das propriedades físicas de Mon-205 de: T=5500K, logg-4,6, Vr=24Km/s, Vsin=15,4 km/s.

Figura 44: Palestra com o graduando Marcus Vinicius Grilo da Silva, com o tema: “Obtenção de parâmetros estelares através do ajuste de espectros sintéticos” – VII SEASE.

img_5267

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 45: Palestra com o graduando Marcus Vinicius Grilo da Silva, com o tema: “Obtenção de parâmetros estelares através do ajuste de espectros sintéticos” – VII SEASE.

img_5283

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 13h56, dando continuidade a categoria Trabalhos Curtos ocorreu a apresentação de Manoel Messias Pereira, com o tema: “Medidas da Velocidade da Luz Utilizando Observações de Júpiter e Simulações com o Stellarium”.

No inicio, foi mostrada a percepção visual na antiguidade. Fogo de Afrodite: acreditavam que o olho humano havia sido criado pela deusa Afrodite, deusa da beleza e do amor, e que ela havia acendido o fogo desse olho. Atomistas: acreditavam que tudo inclusive a luz, era feito de minúsculas partículas e chamavam de átomos. Argumento de Euclides: a noite, ao abrirmos os olhos, vemos todas as estrelas instantaneamente. Adiante, foi explorado o experimento de Galileu – em 1667, Galileu tentou medir a velocidade da luz utilizando a distância entre duas colinas. Ele descobriu sua lanterna e quando o seu ajudante percebeu a luz dela descobriu a sua. Galileu mediu o tempo entre o descobrir a primeira lanterna e perceber a segunda lanterna acesa e não coseguiu sucesso com a experiência. Foi explorado ainda sobre o cientista Ole Christensen Romer, que foi o primeiro cientista a medir a velocidade da luz (não calculou valores). Sua descoberta foi feita através da observação do planeta Júpiter, e com uma de suas luas, Io. Por fim, o palestrante mostrou medidas da velocidade da luz usando observações e simulações Astronômicas das Luas de Júpiter.

Figura 46: Apresentação de Manoel Messias Pereira, com o tema: “Medidas da Velocidade da Luz Utilizando Observações de Júpiter e Simulações com o Stellarium” – VII SEASE.

img_5329

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 47: Apresentação de Manoel Messias Pereira, com o tema: “Medidas da Velocidade da Luz Utilizando Observações de Júpiter e Simulações com o Stellarium” – VII SEASE.

img_5342

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em sequência, às 14h22, tivemos na categoria Trabalhos Curtos a apresentação de Gabriel Alves Hougaz, com o tema: “Extremófilos e a Exobiologia”.

No início foi feita umas das perguntas mais fundamentais “estamos sozinhos no universo?”, “o que de fato é astrobiologia?”. A astrobiologia é uma ciência, multidisciplinar e interdisciplinar, busca entender a vida terrestre e extraterrestre, formação e evolução de CHONs, investiga condições de sobrevivência para micro-organismos. Outro ponto discutido, foi que questão da variação luminosa de uma estrela, indicando que existe algum objeto (planeta) fazendo eclipse com a mesma, ainda foi explorado a estrutura de evolução das estrelas, supernovas e fusão nuclear. Outro destaque foram as quatro grandes eras cósmicas: A era física – do Big Bang até as primeiras galáxias, era químicas – formação dos elementos químicos da tabela periódica, era biológica – o aparecimento dos primeiros seres vivos e era cognitiva – a evolução de seres unicelulares a seres multicelulares. Foi explorada ainda, a complexidade da vida, onde ela precisa de condições suficientemente favoráveis para seu desenvolvimento, tendo a água como principal solvente para as reações essenciais da vida, temperatura ideal (enzimas, DNA), zona habitável. Por último, foram explorados os extremófilos tendo como o exemplo do tardígrado.

Figura 48: Apresentação na categoria Trabalhos Curtos de Gabriel Alves Hougaz, com o tema: “Extremófilos e a Exobiologia” – VII SEASE.

img_5345

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 49: Apresentação na categoria Trabalhos Curtos de Gabriel Alves Hougaz, com o tema: “Extremófilos e a Exobiologia”, durante a VII SEASE.

img_5366

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em sequência, às 14h22, ainda na categoria Trabalhos Curtos, foi a vez da apresentação de Fernando Xerxes Pereira, com o tema: “Caracterização espectral de rochas lunares”.

Nessa apresentação, iniciou-se a partir da natureza da lua, que vem de acreção de material do processo de formação. A lua tem o seguinte modelo: núcleo (minerais ferro magnesianos), magma (gerador de basaltos) e crosta (anortosítica), sendo o seu modelo geofísico similar ao que acontece que acontece na Terra durante a formação dos oceanos. Albedo e bandas UV- mapeamento de rochas escuras (basaltos) em quatro diferentes parâmetros – UV/VIS, 1micômetro, 2 micrômetro e albedo, dessa forma, sendo possível caracterizar a química dessas rochas e composição mineral. O albedo apresenta valores mais altos nas regiões mais claras (sódicas) e mais baixas nas regiões escuras (os mares). Em qualquer banda, a fase ferrosa é altamente absorvente, e vai gerar padrões escuros. Por fases como a ilmenita, ambas são altamente ricas em ferro. As variações no albedo dizem também sobre a mineralogia presente nas rochas lunares. Em 1 micrômetro: mineral Olivina – também estão presente em meteoritos. Em 2 micrômetro: mineral Puroxênios – que são silicatos que apresentam várias possibilidades de associações, ou seja, incluem também metais alcalinos, além do Ferro e magnésio.Por fim, foi falado das Missões Apollo, no qual se coletaram amostras da parte sódica da Lua.

Figura 50: Apresentação na categoria Trabalhos Curtos de Fernando Xerxes Pereira, com o tema: “Caracterização espectral de rochas lunares” – VII SEASE.

img_5372

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 51: Apresentação na categoria Trabalhos Curtos de Fernando Xerxes Pereira, com o teme: “Caracterização espectral de rochas lunares” – VII SEASE.

img_5380

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, houve uma pausa. Às 15h45, aconteceu a última apresentação do evento na categoria Trabalhos Curtos com a Dra. Nafiseh Mirzajani, com o tema: “Persian Calendar (O Calendário Persa)”. Esta apresentação estava programada para o dia anterior, porém por problemas de saúde da palestrante foi alocada para este dia.

A abordagem inicial ficou com as primeiras formas de calendário iraniano, datadas de 2000 anos a.C.. Uma série de diferentes sistemas de calendário foi utilizada na Pérsia através dos séculos, incluindo o calendário zoroastrista e o calendário islâmico. O Irã usa um calendário próprio que é um pouco mais exato do que o calendário gregoriano. A primeira versão do moderno calendário Solar Hijri, o calendário de Jalali, foi desenvolvido no século 11 quando Jalal-ed-din Malek Shah Seljuq (o rei) encomendou um painel de cientistas por um grupo de astrônomos, incluindo o cientista persa Omar Khayyam para criar um calendário preciso. Na origem do calendário Persa a equipe também calculou o comprimento de um ano solar como 365.24219858156 dias. O calendário solar de Hijri é o calendário oficial do Irã desde 1925 e do Afeganistão em 1957. Os primeiros seis meses (Farvardin, Ordibehesht, Khordad, Tir, Mordad e Shahrivahaver) têm 31 dias e os outros cinco (Mehr, Aban, Azar, Day, Bahman) têm 30 dias e o último mês (Esfand) tem 29 dias, mas 30 dias em anos bissextos. O Ano novo sempre cai no equinócio de março. O calendário Solar Hijri produz um intervalo de intervalo de cinco anos bissexto após cerca de sete intervalos de quatro anos cada ano bissexto. Ele geralmente segue um ciclo de 33 anos com interrupções ocasionais por único 29 anos ou 37anos sub-ciclos. No calendário iraniano, toda semana começa no sábado e termina na Sexta-Feira. Os nomes dos dias da semana são: Shambe, Yekshambe, Doshambe, Seshambe, Chæharshambe, Panjshambe, e Jom’e adineh. No Irã e em alguns países islâmicos, sexta-feira (Jome) é o feriado semanal. Essa é a descrição do calendário Persa.

Figura 52: Apresentação na categoria Trabalhos com a Dra. Nafiseh Mirzajani, com o tema: “Persian Calendar (O Calendário Persa)” – VII SEASE.

img_5402

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 53: Apresentação na categoria Trabalhos com a Dra. Nafiseh Mirzajani, com o tema: “Persian Calendar (O Calendário Persa)” – VII SEASE.

img_5430

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Finalizando as apresentações da VII SEASE, às 16h10, deu início à última palestra do evento com o Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre (DQI/UFS), com o tema: “Matéria Orgânica em Meteoritos: Entendendo a Origem da Vida”.

O palestrante fez abordagem inicial sobre sua formação acadêmica. Em seguida, falou das composições químicas em diferentes locais no sistema solar e sobre meteoritos, depois fez uma das perguntas mais fundamentais “o que é vida? e citou algumas frases de famosos na tentativa de responder: “a vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos” (John Lennon), “a vida é a infância da imortalidade” (Goethe), “viver é desenhar sem borracha” (Millor Fernandes) etc. Ainda continuou abordando perguntas, a exemplo de quando (ou onde) a vida iniciou? Há cerca de 5 bilhões de anos, através de um “colapso gravitacional” de uma nuvem de hidrogênio, teve o início o sistema solar e há cerca de 1 bilhão de anos após a formação da Terra, a evolução molecular se deu origem à vida. E desde então ela passou a evoluir e cada vez mais ficou mais complexa. Foi abordado ainda o experimento de Miller-Urey (ácidos graxos, açucares, amino ácidos). Por último, foi a vez de explorar a origem do excesso enantiomérico (LPC)

Figura 54: Apresentação da última palestra do evento com o Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre (DQI/UFS), com o tema: “Matéria Orgânica em Meteoritos: Entendendo a Origem da Vida” – VII SEASE.

img_5486

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 55: Apresentação da última palestra do evento com o Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre (DQI/UFS), com o tema: “Matéria Orgânica em Meteoritos: Entendendo a Origem da Vida”, durante a VII SEASE.

img_5491

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Após o final da palestra de encerramento, às 17h15, houve o pronunciamento de encerramento do evento. Os representantes presentes das instituições participantes foram Jaelsson S. Lima (Vice-Presidente da SEASE), Ívina Siqueira Perrucho Mittaraquis (Tesoureira da SEASE), Dr. Sérgio Scarano Jr. (Professor do grupo de Astronomia DFI/UFS) e Dinorah Barbosa da F. Teixeira (Secretária Geral da SEASE). Jaelsson agradeceu a todo o público presente pela participação no evento e a todos aqueles que estiveram envolvidos na elaboração e execução do mesmo e se desculpou por alguns imprevistos que aconteceram na realização do mesmo. Ívina falou da importância do evento VII SEASE e fazendo uma breve descrição histórica, além da importância da SEASE e sua atuação para com a sociedade. O Prof. Sergio esclareceu alguns dos problemas técnicos ocorridos no processo de inscrição no evento e destacou a importância de um evento como este, por sua característica de aprendizado haja vista que nesta última edição englobou não só não figuras conhecidas ou acostumadas a palestrar neste tipo de evento, mas também deu oportunidades a alunos de iniciação e do mestrado em ensino de Física, participando fazendo apresentações, além do público ser contemplado com certificados que irão contribuir em horas complementares em seus cursos acadêmicos. Dinorah reiterou o que os outros já haviam falado. Por último, Jaelsson falou sobre a visita à CCETA no dia seguinte e sobre o processo do recebimento de certificados. Sendo assim o mesmo de forma oficial declarou como encerrada a VII SEASE.

Figura 56: Durante a Cerimônia de encerramento da VII SEASE, em 02 de Dezembro de 2016, com as seguintes autoridades de organização do evento presentes: Jaelsson Lima (1° a direita), Ívina Mittaraquis (2ª a direita), Dr. Sergio Scarano (2° a esquerda) e Dinorah Barbosa (1ª a esquerda).

img_5498

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No Sábado à tarde, no dia 03 de Dezembro de 2016, houve a última atividade (atividade extra) relacionada à VII Semana de Astronomia de Sergipe (VII SEASE), que foi uma visita a Casa de Ciência e Tecnologia da cidade de Aracaju (CCTECA-Galileu Galileu/Planetário), sob orientação do monitor Jaelsson Lima e com essa atividade encerrou-se a VII SEASE foram encerradas.

O monitor fez uma apresentação da casa, sua estrutura e funcionamento, além dos projetos que a mesma realiza. Após a explanação, foram apresentados os experimentos existentes na casa, no final teve uma sessão do planetário.

Figura 57: Visita à CCTECA-Galileu Galileu/Planetário na última atividade (atividade extra) relacionada ao evento, sob orientação do monitor Jaelsson Lima, – VII SEASE.

m_vii-sease-0

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 58: Visita à CCTECA-Galileu Galileu/Planetário na última atividade (atividade extra) relacionada ao evento, sob orientação do monitor Jaelsson Lima, –  VII SEASE.

m_vii-sease-10

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 59: Visita à CCTECA-Galileu Galileu/Planetário na última atividade (atividade extra) relacionada ao evento, sob orientação do monitor Jaelsson Lima, – VII SEASE.

a_vii-sease-2

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Agradecimentos: Nossos profundos agradecimentos a todos aqueles que de forma direta ou indireta contribuíram para a realização da VI SEASE e em especial: À Ívina Mittaraquis pelo seu envolvimento, mesmo não estando na comissão de organização específica do evento, à Dinorah Barbosa pelo grandioso empenho e por ter empregado muito de seu precioso tempo em inúmeras questões burocráticas e na montagem da programação, à Hellen Chaves que também esteve envolvida no processo de elaboração do evento, principalmente na elaboração da programação, à Prof. Dra. Elza Ferreira que conseguiu contribuir com os kits, por  meio do IFS, para o evento, além de fazer parte da organização e de ter contribuído de outras formas, à Jaelsson Lima que também foi participativo em todas as etapas do evento, à Thaynara Santos por também ter nos auxiliado, ao Prof. Dr. Sergio Scarano por está envolvido também na elaboração do evento e por ser o coordenador do mesmo na UFS, à Tayssa Barreto por ter contribuído com maior parte com coffee break do evento, a todos os monitores na VII SEASE: Liliane Martins, Eliane Pinheiro, Francielle Vieira, Karoline Suzart, Felipe Esteves, Luíz Henrique e Daniela Alves. E a todos os palestrantes que aceitaram o nosso convite.

ANEXOS:

Na realização da VI Semana de Astronomia de Sergipe (VI SEASE) fizeram parte da comissão de organização específica: Dra. Elza Ferreira Santos (Professora do IFS – Campus Aracaju), Dr. Sérgio Scarano Jr. (Professor de Astronomia DFI/UFS), Hellen Larissa S. N. Chaves (Presidente da SEASE), Jaelsson S. Lima (Vice-Presidente da SEASE), Dinorah Barbosa da F. Teixeira (Secretária Geral da SEASE), Thaynara Santos Nascimento (Sócia da SEASE), Tayssa Barreto (Sócia da SEASE), Liliane Martins (Sócia da SEASE) e  Ivo Matias Campos (Sócio da SEASE).

Àqueles que fizeram parte da comissão organizadora geral: Hellen Larissa S. N. Chaves (Presidente da SEASE), Jaelsson S. Lima (Vice-Presidente da SEASE), Dinorah Barbosa da F. Teixeira (Secretária Geral da SEASE), Ívina Siqueira Perrucho Mittaraquis (Tesoureira da SEASE), Silvio Willian Caires Batista (Secretário de comunicação da SEASE), Thaynara Santos Nascimento (Sócia da SEASE), Tayssa Barreto (Sócia da SEASE), Liliane Martins (Sócia da SEASE), Ivo Matias Campos (Sócio da SEASE), Augusto Cesar S. Almeida (coordenador da CCTECA e sócio fundador da SEASE), Dra. Elza Ferreira Santos (Professora do IFS – Campus Aracaju) e Dr. Sérgio Scarano Jr. (Professor de Astronomia DFI/UFS).

Marcaram presença de forma identificada na VII SEASE representantes de 19 instituições de todo o estado e País, são elas: Universidades, Grupos ou Sociedades Astronômicas e Escolas e outros. São elas: Universidade Federal de Sergipe (UFS), Colégio Módulo, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Instituto Federal de educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS – Campus Aracaju e Estância), Faculdade Estácio, Escola Municipal Professora Maria Da Glória Menezes, SESI, Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE), Universidade Tiradentes (UNIT), Escola Estadual Ministro Marco Maciel, Secretária de Educação do Estado de Sergipe (SEED), Colégio Estadual João XXIII, Colégio Estadual Governador Valadares, Clube de Dorense de Astronomia – Órion (CDA – Órion), Grupo AstroIFS, Grupo de Astrofísica da UFS (AstroUFS), Observatório Nacional (ON) e Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju – Galileu Galilei (CCTECA – Galileu Galilei).

 Resumo da VII SEASE em números:

172 Inscritos (90 homens, 81 mulheres e 1 outro);

100 participantes (49 homens, 50 mulheres e 1 outro) + 44 outros compareceram para nos prestigiar (25 homens, 16 mulheres e 3 sem informação);

7 apresentações de Palestras (Das 7 apresentações 8 pessoas apresentaram, 6 homens e 2 mulheres);

12 apresentações de Trabalhos curtos (Das 12 apresentações 15 pessoas apresentaram, 6 homens e 9 mulheres);

3 apresentações de Workshops (Das 3 apresentações 4 pessoas apresentaram, 2 homens e 2 mulheres);

3 Observações com Telescópios (2 Observações noturnas e 1 Observação solar);

Comissão organizadora específica: 9 componentes (3 homens e 6 mulheres);

Comissão organizadora geral: 12 componentes (5 homens e 7 mulheres);

R$ 70,00 foram todos os gastos contabilizados + gastos não contabilizados;

19 instituições do estado e do País foram representadas;

Obs.: Uma das palestras foi apresentada por 2 pessoas (2 mulheres), em três trabalhos curtos foi apresentada por 2 pessoas cada (em 2 deles foi por 2 mulheres cada e em 1 foi 1 homens e 1 mulher) e em um Workshop foi apresentado por 2 pessoas (1 homem e uma mulher).

Outras informações relacionadas:

Nosso site: http://sease.org.br/

Nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/seaseastronomia

Nosso canal oficial no Youtube: https://www.youtube.com/c/SeaseAstronomia

Nossa página no Twitter: https://twitter.com/sease_astro

Página do evento: http://sease.org.br/semana-sease/vii-sease-2016/

Página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/SemanaSEASE

Relatório versão PDF:  Relatório da VII Semana de Astronomia de Sergipe (VII SEASE)

Fotos do evento:

1º dia:

       https://www.facebook.com/pg/SemanaSEASE/photos/?tab=album&album_id=1766084830320116,

2º dia:

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1766769440251655,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1766944216900844,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1766972203564712,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767424533519479,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767427946852471,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767438023518130,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767446310183968,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767455630183036,

3º dia:

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767964933465439,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767971016798164,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767994890129110,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768004300128169,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768012440127355,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768015040127095,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768018910126708,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768021453459787,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768033113458621,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768041806791085,

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768045743457358,

4° dia:

          https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768051173456815.

São Cristóvão, 31 de Dezembro de 2016.

Revisores do texto: Elza F. Santos e Dinorah Barbosa da F. Teixeira

Texto: Jaelsson S. Lima

Ivo Matias Campos
Geógrafo com inclinação na área de Geociências, fã cerveja, ficção científica e literatura científica, amante da astronomia e astronáutica.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.