Mulheres na Astronomia: Vera Rubin

 
 A SEASE (Sociedade de estudos Astronômicos de Sergipe), em parceiria com a CCTECA – GALILEU GALILEI (Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju) realizará neste sábado (11/03/2017), uma singela homenagem a participação feminina na astronomia e ao Dia Internacional das Mulheres.
 Onde contará com uma palestra da Ma. Pauline Telles, que tem como tema: “A Cor das Estrelas – uma história sobre as mulheres pioneiras na astronomia e como elas mudaram nossos conceitos dos astros”. Em seguida, coffee break.
 Logo depois, contaremos com um palestra da Dra. Elza Ferreira, de título: “Vera Rubin: uma Cientista, uma Estrela’.

Pauline Telles McGinnis Guimarães

 Possui graduação (2009) e mestrado (2011) em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais. É atualmente aluna de doutorado na mesma instituição, tendo realizado estágio de doutorado sanduíche no Institut de Planétologie et d’Astrophysique de Grenoble (IPAG), na França. Tem experiência na área de Astronomia, com ênfase em Formação Estelar, atuando principalmente nos seguintes temas: estrelas T Tauri, processos de acreção e ejeção em estrelas jovens, e espectroscopia.

Elza Ferreira Santos

 Possui graduação em Licenciatura Letras Português pela Universidade Federal de Sergipe (1993), mestrado em Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (2006) reconhecido pela Universidade Federal da Bahia, doutorado em Educação pela Universidade Federal de Sergipe (2013) com estágio de doutoramento na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (2012). Atualmente é professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe. Tem experiência na área de Educação e de Língua Portuguesa.

O Gato celestial e a Lagosta cósmica

 

 

Nuvéns de gás e poeira catalogadas com os nomes NGC 6334 (canto superior direito) e NGC 6357 (canto inferior esquerdo) , também conhecidas por Nebulosa Pata de Gato e Nebulosa da Lagosta. Nova imagem obtida atravéz do Telescópio de Rastreio do Very Large Telescope do ESO.

 

Ambas as Nebulosas se encontram na constelação do Escorpião, situando-se a Nebulosa NGC 6334 a cerca de 5500 anos-luz da terra, enquanto que a NGC 6357 situa-se a cerca de 8000 anos-luz da terra.

As três ‘’almofadas’’ da Pata de Gato são regiões de gás – predominantemente o hidrogênio – que têm seu brilho sob a influência de estrelas recém nascidas proximas a essas nuvens de gás. Essas estrelas, ao emitirem radiação ultravioleta, ionizam os átomos de hidrogênio presente nessas nuvens que permanesceram no local onde as mesmas estrelas nasceram. Esse tipo de região brilha devido a emissão de radiação do Hidrogêno e alguns outros átomos presentes na nuvem, então são conhecidas como Nebulosa de Emissão.

A Nebulosa Pata de Gato é uma das mais ativas maternidades de estrelas do céu noturno, alimentando jovens e quentes estrelas que, emitem radiação no comprimento de onda do visível, mas que não chega até nós.

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DO ASTEROIDE VESTA

 

 

SEASE –SOCIEDADE DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DE SERGIPE

CCTECA GALILEU GALILEI –CASA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA CIDADE DE ARACAJU

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DO ASTEROIDE VESTA

EQUIPE DE OBSERVADORES E REGISTRO:

AUGUSTO CESAR SILVA ALMEIDA

Astrônomo amador, sócio fundador da SEASE e Coordenador do

Planetário da CCTECA Galileu Galilei

EDEN SIMÕES

Astrônomo amador, sócio da SEASE e estudante de Lic. em Geografia da UFS

WAGNER ARAÚJO VASCONCELOS

Astrônomo amador, sócio da SEASE e Representante da HP nos estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

 

Aracaju, 25 de janeiro de 2017.

   Neste relatório apresentamos, de forma breve, os procedimentos e resultados de busca, observação e registro em imagens do asteroide VESTA. A motivação principal deste trabalho originou-se na vontade da equipe de trabalho e em estudar a astronomia de um ponto de vista mais interativo e prático, além disso almeja o nosso trabalho refinar e aperfeiçoar técnicas de registros dos corpos celestes visando contribuir para o desenvolvimento da astronomia amadora em nosso estado e região.

Outro fato que nos motivou foi participar ativamente, e pela primeira vez, de uma campanha internacional de observação de um asteroide, o ASTEROID DAY, intitulada de “OBSERVANDO O ASTEROIDE VESTA”, campanha dirigida no Brasil pelo GaeA-Grupo de Apoio a Eventos Astronômicos.

O QUE SÃO ASTEROIDES

Asteroides são, de uma maneira geral, restos da formação abortada de um planeta rochoso com aproximadamente quatro massas terrestres, mais especificamente são objetos secos, poeirentos e pequenos demais para reter atmosfera, fato este que os diferenciam dos cometas. A maioria dos asteroides encontra-se no chamado Cinturão de Asteroides, localizado entre as orbitas dos planetas Marte e Júpiter e apresentam períodos variando, em média, de 1,7 a 5,5 anos, com órbitas ligeiramente elípticas e de baixa inclinação e se movimentam no mesmo sentido dos planetas.

O ASTEROIDE VESTA

O asteroide VESTA foi descoberto em 27 de março de 1807 e localiza-se no Cinturão de Asteroide entre as órbitas de Marte e de Júpiter com aproximadamente 560Km de diâmetro, por isso é considerado um asteroide de grande porte. VESTA distancia-se do Sol, em média, cerca de 353 milhões de quilómetros, com período orbital de 3,63 anos e com baixa densidade, gira em torno de seu próprio eixo em 5,34 horas. Sua superfície reflete uma grande quantidade de luz por isso ele é considerado o mais brilhante dos asteroides e o único visível a olho nu em boas condições de observação.

LOCAIS DE OBSERVAÇÃO E REGISTROS

As observações e registros foram todas efetuadas na cidade de Aracaju, estado de Sergipe com latitude de 10,54 ⁰ Sul e Longitude 37 ⁰ Oeste de Greenwich.

Especificamente foram usados quatro locais para a observação do asteroide, sendo dois deles para os registros fotográficos.

                A primeira reunião com o objetivo de localizar e fotografar o asteroide VESTA aconteceu no dia 10/01/2017, a partir das 19h. Inicialmente usamos a área externa do Planetário da CCTECA local onde conseguimos localizá-lo através de binóculos e telescópios mesmo contando com grande poluição luminosa local.

Uma segunda reunião aconteceu no dia 14/01/2017 a partir das 19h, na área externa do Planetário da CCTECA Galileu Galilei, onde a equipe responsável pelos trabalhos contou com a visita do astro fotógrafo André Luís Barroso Figueiredo que nos auxiliou com a tentativa de realizar o alinhamento do telescópios de 150mm SkY Watcher, além de colocar-se a disposição para efetuar registros de imagens do VESTA. Nesta noite não obtivemos sucesso com registros fotográficos, pois o telescópio motorizado apresentou falhas e o local estava com muita poluição luminosa, além da dificuldade em identificar VESTA entre dezenas de estrelas quando visto por binóculos e por outro telescópio de 204mm Sky Watcher sem motorização.

Nos dias 20, 21,22 e 23 de janeiro o astrônomo amador Wagner conseguiu obter uma imagem mas não ficou com boa qualidade e por isso a seu pedido não foi adicionado ao relatório, em contrapartida o astrônomo amador Éden conseguiu obter, com sucesso, quatro imagens do asteroide VESTA usando a área livre de sua residência localizada em outro ponto da cidade de Aracaju, onde a poluição luminosa era menor que na área inicial de observação do Planetário, localizado no Parque da Sementeira.

 LOCALIZAÇÃO DO ASTEROIDE VESTA

Para localizar o asteroide VESTA investigamos a região da constelação de Gêmeos tomando as estrelas Castor e Pollux como referenciais para daí chegar até a localização do asteroide. A partir daí iniciamos as buscas usando binóculos auxiliados pelo programa Stellarium que foi ajustado, por sugestão do astrônomo Éden, para uma escala de magnitudes que apresentasse estrelas até a magnitude de +8.10, já que tínhamos a informação prévia, via sites da internet, que o asteroide estaria com brilho máximo em torno de +6 a +7 na escala de magnitude. Este procedimento serviu para facilitar a localização do objeto via binóculos e telescópios, já que o asteroide VESTA, na prática, tornou-se complicado quando visto através dos equipamentos, pois além da poluição luminosa prejudicar a observação, através dos instrumentos o asteroide VESTA apresentava-se como um pequeno ponto brilhante semelhante a uma dezena de estrelas ao seu redor dificultando em muito a sua localização e não tínhamos a certeza ainda o que realmente estávamos a observar.

IMAGENS DE LOCALIZAÇÃO DO ASTEROIDE VESTA

                Para localizar o asteroide Vesta com grau maior de certeza precisaríamos obter várias imagens em dias seguidos. Seguindo esta recomendação de Augusto, o Éden conseguiu a sequência de imagens a seguir, confirmando a detecção do asteroide VESTA.

   

ANÁLISE DE RESULTADOS

  • Estimativa de deslocamento angular

Para estimar, ainda que de forma grosseira, o deslocamento angular do asteroide Vesta na abóbada celeste usamos como referência o deslocamento do asteroide nas imagens originais tomadas nos dias 22 e 23 e utilizando-se do recurso de medida angular do programa Stellarium podemos estimar que o deslocamento diário do asteroide Vesta ficou em média em torno de 16 a 17min 26 s de arco.

EQUIPAMENTOS USADOS

Durante todas as buscas efetuadas por nossa equipe de trabalho contamos com o auxílio dos seguintes equipamentos e materiais:

Binóculos 60×20 PENTAX com tripé,

Binóculos 50X10 TENTO (URSS);

Binóculos 60×10 EXPENSE,

Telescópio SkY Watcher de 150 mm em montagem altazimutal com Go to;

Telescópio SkY Watcher de 204mm em montagem Equatorial;

Telescópio Refletor Newtoniano “SOFIA” de 135mm, manufaturado e em montagem Altazimutal;

Telescópio refletor Newtoniano SkY Watcher Heritage Virtuoso de 114mm, com montagem Alta- azimutal e Go to.

Dois Laser Pointer verde com potencias de 1000mW 500mW;

Web Câm. LOGINTEC C270;

Câmera Microsoft Lúmia 640

Notebook SANSUNG VR415

Programa simulador Stellarium VERSÃO 0.14.3

Monóculo 50 X15

Oculares de 32mm, 25mm.

 

DIFICULDADES ENFRENTADAS  

Durante as atividades para localizar e registrar a posição do asteroide a equipe enfrentou algumas dificuldades: a primeira delas foi exatamente saber se realmente o que estávamos observando era, de fato, o asteroide e não uma estrela, já que mesmo com a ajuda do programa Stellarium ficou difícil esta tarefa visto que tanto no campo das oculares e no campo dos binóculos não havia uma estrela muito brilhante que nos servisse de referência para localizar o objeto. Para solucionar este problema o astrônomo Augusto Almeida sugeriu ao astrônomo Éden que fotografasse a mesma região do céu por vários dias e com isso detectar nas imagens o movimento do asteroide, foi o que ocorreu nas noites dos dias 20, 21, 22 23 na sequência de imagens apresentadas na sessão 06 deste relatório.

Outra dificuldade enfrentada pela equipe foi a poluição luminosa acentuada quando da realização dos dois primeiros encontros realizados na área externa do Planetário da CCTECA Galileu Galilei, além disso havia a presença da Lua cheia. Aguardamos alguns dias para iniciarmos observações particulares em nossas residências e a partir daí conseguimos localizá-lo com maior facilidade.

Um problema na calibração do telescópio com Go To de 150mm também dificultou os trabalhos já que se estivesse realmente funcionando a ideia era ligá-lo ao programa Stellarium e localizar com precisão o objeto VESTA.

 AGRADECIMENTOS E SUGESTÕES

AGRADECIMENTOS

  • A equipe agradece ao Planetário da CCTECA GALILEU GALILEI pelo apoio logístico, técnico e o espaço cedido durante os dois momentos de tentativa de localização do asteroide VESTA;
  • Agradecemos o apoio da atual gestão-New Horizons, da SEASE-Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe por nos ceder a maioria dos telescópios e oculares utilizados na primeira fase de observação e localização do asteroide VESTA.
  • Agradecemos aos organizadores do GAEA-Grupo de Apoio a Eventos Astronômicos por promover em nível nacional uma campanha de observação do asteroide VESTA;
  • Agradecemos também o apoio e auxílio do astro fotografo e astrônomo amador André Luís Barroso Figueiredo que esteve presente ao segundo dia de buscas do asteroide.

SUGESTÕES

  • Sugerimos que o grupo GaeA divulgue mais recursos tipo cartas celestes de localização do objeto ou indique links onde se possa obter estas informações;
  • Sugerimos para as próximas campanhas de observação de qualquer objeto, que o GaeA adicione, se possível, um modelo padrão de relatório a ser seguido, para que os relatos obtenham um formato mais científico e organizado;
  • Sugerimos que o GaeA promova e divulgue campanhas de observações de asteroides em datas sem a presença da Lua cheia, desse modo facilitará a visualização do objeto para o grande público e aumentará substancialmente a chance de efetuar registros fotográficos dos objetos observados.

11- BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

  • REES, Martin –O Sistema Solar -Coleção Enciclopédia Ilustrada do Universo-Vol.-2: São Paulo: Duetto editorial,2008.