Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

 

A SEASE (Sociedade de estudos Astronômicos de Sergipe) realizará atividades referentes a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. No dia 28/10, a partir das 18h ocorrerá duas palestras, palestra 1: “Plutão: do planeta X à missão New Horizons”, por Ivo Matias Campos. Por fim, a palestra 2: “Meteoritos: tesouros que caem do céu”, por Tayssa Barreto. No dia 29/10, a partir das 18:30h será realizada observação com telescópios.

Entrada gratuita!

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DO ASTEROIDE VESTA

 

 

SEASE –SOCIEDADE DE ESTUDOS ASTRONÔMICOS DE SERGIPE

CCTECA GALILEU GALILEI –CASA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA CIDADE DE ARACAJU

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DO ASTEROIDE VESTA

EQUIPE DE OBSERVADORES E REGISTRO:

AUGUSTO CESAR SILVA ALMEIDA

Astrônomo amador, sócio fundador da SEASE e Coordenador do

Planetário da CCTECA Galileu Galilei

EDEN SIMÕES

Astrônomo amador, sócio da SEASE e estudante de Lic. em Geografia da UFS

WAGNER ARAÚJO VASCONCELOS

Astrônomo amador, sócio da SEASE e Representante da HP nos estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

 

Aracaju, 25 de janeiro de 2017.

   Neste relatório apresentamos, de forma breve, os procedimentos e resultados de busca, observação e registro em imagens do asteroide VESTA. A motivação principal deste trabalho originou-se na vontade da equipe de trabalho e em estudar a astronomia de um ponto de vista mais interativo e prático, além disso almeja o nosso trabalho refinar e aperfeiçoar técnicas de registros dos corpos celestes visando contribuir para o desenvolvimento da astronomia amadora em nosso estado e região.

Outro fato que nos motivou foi participar ativamente, e pela primeira vez, de uma campanha internacional de observação de um asteroide, o ASTEROID DAY, intitulada de “OBSERVANDO O ASTEROIDE VESTA”, campanha dirigida no Brasil pelo GaeA-Grupo de Apoio a Eventos Astronômicos.

O QUE SÃO ASTEROIDES

Asteroides são, de uma maneira geral, restos da formação abortada de um planeta rochoso com aproximadamente quatro massas terrestres, mais especificamente são objetos secos, poeirentos e pequenos demais para reter atmosfera, fato este que os diferenciam dos cometas. A maioria dos asteroides encontra-se no chamado Cinturão de Asteroides, localizado entre as orbitas dos planetas Marte e Júpiter e apresentam períodos variando, em média, de 1,7 a 5,5 anos, com órbitas ligeiramente elípticas e de baixa inclinação e se movimentam no mesmo sentido dos planetas.

O ASTEROIDE VESTA

O asteroide VESTA foi descoberto em 27 de março de 1807 e localiza-se no Cinturão de Asteroide entre as órbitas de Marte e de Júpiter com aproximadamente 560Km de diâmetro, por isso é considerado um asteroide de grande porte. VESTA distancia-se do Sol, em média, cerca de 353 milhões de quilómetros, com período orbital de 3,63 anos e com baixa densidade, gira em torno de seu próprio eixo em 5,34 horas. Sua superfície reflete uma grande quantidade de luz por isso ele é considerado o mais brilhante dos asteroides e o único visível a olho nu em boas condições de observação.

LOCAIS DE OBSERVAÇÃO E REGISTROS

As observações e registros foram todas efetuadas na cidade de Aracaju, estado de Sergipe com latitude de 10,54 ⁰ Sul e Longitude 37 ⁰ Oeste de Greenwich.

Especificamente foram usados quatro locais para a observação do asteroide, sendo dois deles para os registros fotográficos.

                A primeira reunião com o objetivo de localizar e fotografar o asteroide VESTA aconteceu no dia 10/01/2017, a partir das 19h. Inicialmente usamos a área externa do Planetário da CCTECA local onde conseguimos localizá-lo através de binóculos e telescópios mesmo contando com grande poluição luminosa local.

Uma segunda reunião aconteceu no dia 14/01/2017 a partir das 19h, na área externa do Planetário da CCTECA Galileu Galilei, onde a equipe responsável pelos trabalhos contou com a visita do astro fotógrafo André Luís Barroso Figueiredo que nos auxiliou com a tentativa de realizar o alinhamento do telescópios de 150mm SkY Watcher, além de colocar-se a disposição para efetuar registros de imagens do VESTA. Nesta noite não obtivemos sucesso com registros fotográficos, pois o telescópio motorizado apresentou falhas e o local estava com muita poluição luminosa, além da dificuldade em identificar VESTA entre dezenas de estrelas quando visto por binóculos e por outro telescópio de 204mm Sky Watcher sem motorização.

Nos dias 20, 21,22 e 23 de janeiro o astrônomo amador Wagner conseguiu obter uma imagem mas não ficou com boa qualidade e por isso a seu pedido não foi adicionado ao relatório, em contrapartida o astrônomo amador Éden conseguiu obter, com sucesso, quatro imagens do asteroide VESTA usando a área livre de sua residência localizada em outro ponto da cidade de Aracaju, onde a poluição luminosa era menor que na área inicial de observação do Planetário, localizado no Parque da Sementeira.

 LOCALIZAÇÃO DO ASTEROIDE VESTA

Para localizar o asteroide VESTA investigamos a região da constelação de Gêmeos tomando as estrelas Castor e Pollux como referenciais para daí chegar até a localização do asteroide. A partir daí iniciamos as buscas usando binóculos auxiliados pelo programa Stellarium que foi ajustado, por sugestão do astrônomo Éden, para uma escala de magnitudes que apresentasse estrelas até a magnitude de +8.10, já que tínhamos a informação prévia, via sites da internet, que o asteroide estaria com brilho máximo em torno de +6 a +7 na escala de magnitude. Este procedimento serviu para facilitar a localização do objeto via binóculos e telescópios, já que o asteroide VESTA, na prática, tornou-se complicado quando visto através dos equipamentos, pois além da poluição luminosa prejudicar a observação, através dos instrumentos o asteroide VESTA apresentava-se como um pequeno ponto brilhante semelhante a uma dezena de estrelas ao seu redor dificultando em muito a sua localização e não tínhamos a certeza ainda o que realmente estávamos a observar.

IMAGENS DE LOCALIZAÇÃO DO ASTEROIDE VESTA

                Para localizar o asteroide Vesta com grau maior de certeza precisaríamos obter várias imagens em dias seguidos. Seguindo esta recomendação de Augusto, o Éden conseguiu a sequência de imagens a seguir, confirmando a detecção do asteroide VESTA.

   

ANÁLISE DE RESULTADOS

  • Estimativa de deslocamento angular

Para estimar, ainda que de forma grosseira, o deslocamento angular do asteroide Vesta na abóbada celeste usamos como referência o deslocamento do asteroide nas imagens originais tomadas nos dias 22 e 23 e utilizando-se do recurso de medida angular do programa Stellarium podemos estimar que o deslocamento diário do asteroide Vesta ficou em média em torno de 16 a 17min 26 s de arco.

EQUIPAMENTOS USADOS

Durante todas as buscas efetuadas por nossa equipe de trabalho contamos com o auxílio dos seguintes equipamentos e materiais:

Binóculos 60×20 PENTAX com tripé,

Binóculos 50X10 TENTO (URSS);

Binóculos 60×10 EXPENSE,

Telescópio SkY Watcher de 150 mm em montagem altazimutal com Go to;

Telescópio SkY Watcher de 204mm em montagem Equatorial;

Telescópio Refletor Newtoniano “SOFIA” de 135mm, manufaturado e em montagem Altazimutal;

Telescópio refletor Newtoniano SkY Watcher Heritage Virtuoso de 114mm, com montagem Alta- azimutal e Go to.

Dois Laser Pointer verde com potencias de 1000mW 500mW;

Web Câm. LOGINTEC C270;

Câmera Microsoft Lúmia 640

Notebook SANSUNG VR415

Programa simulador Stellarium VERSÃO 0.14.3

Monóculo 50 X15

Oculares de 32mm, 25mm.

 

DIFICULDADES ENFRENTADAS  

Durante as atividades para localizar e registrar a posição do asteroide a equipe enfrentou algumas dificuldades: a primeira delas foi exatamente saber se realmente o que estávamos observando era, de fato, o asteroide e não uma estrela, já que mesmo com a ajuda do programa Stellarium ficou difícil esta tarefa visto que tanto no campo das oculares e no campo dos binóculos não havia uma estrela muito brilhante que nos servisse de referência para localizar o objeto. Para solucionar este problema o astrônomo Augusto Almeida sugeriu ao astrônomo Éden que fotografasse a mesma região do céu por vários dias e com isso detectar nas imagens o movimento do asteroide, foi o que ocorreu nas noites dos dias 20, 21, 22 23 na sequência de imagens apresentadas na sessão 06 deste relatório.

Outra dificuldade enfrentada pela equipe foi a poluição luminosa acentuada quando da realização dos dois primeiros encontros realizados na área externa do Planetário da CCTECA Galileu Galilei, além disso havia a presença da Lua cheia. Aguardamos alguns dias para iniciarmos observações particulares em nossas residências e a partir daí conseguimos localizá-lo com maior facilidade.

Um problema na calibração do telescópio com Go To de 150mm também dificultou os trabalhos já que se estivesse realmente funcionando a ideia era ligá-lo ao programa Stellarium e localizar com precisão o objeto VESTA.

 AGRADECIMENTOS E SUGESTÕES

AGRADECIMENTOS

  • A equipe agradece ao Planetário da CCTECA GALILEU GALILEI pelo apoio logístico, técnico e o espaço cedido durante os dois momentos de tentativa de localização do asteroide VESTA;
  • Agradecemos o apoio da atual gestão-New Horizons, da SEASE-Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe por nos ceder a maioria dos telescópios e oculares utilizados na primeira fase de observação e localização do asteroide VESTA.
  • Agradecemos aos organizadores do GAEA-Grupo de Apoio a Eventos Astronômicos por promover em nível nacional uma campanha de observação do asteroide VESTA;
  • Agradecemos também o apoio e auxílio do astro fotografo e astrônomo amador André Luís Barroso Figueiredo que esteve presente ao segundo dia de buscas do asteroide.

SUGESTÕES

  • Sugerimos que o grupo GaeA divulgue mais recursos tipo cartas celestes de localização do objeto ou indique links onde se possa obter estas informações;
  • Sugerimos para as próximas campanhas de observação de qualquer objeto, que o GaeA adicione, se possível, um modelo padrão de relatório a ser seguido, para que os relatos obtenham um formato mais científico e organizado;
  • Sugerimos que o GaeA promova e divulgue campanhas de observações de asteroides em datas sem a presença da Lua cheia, desse modo facilitará a visualização do objeto para o grande público e aumentará substancialmente a chance de efetuar registros fotográficos dos objetos observados.

11- BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

  • REES, Martin –O Sistema Solar -Coleção Enciclopédia Ilustrada do Universo-Vol.-2: São Paulo: Duetto editorial,2008.

SOBRE AS OBSERVAÇÕES DA SUPERLUA EM 14 DE NOVEMBRO DE 2016

 

SOBRE AS OBSERVAÇÕES DA SUPERLUA EM 14 DE NOVEMBRO DE 2016

A Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE), juntamente com a Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei) e apoiada da Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE), realizaram  observações com telescópios abertas ao público na área externa da CCTECA nesta Segunda-Feira  (14) de Novembro.

Nas observações foram usados – um telescópio refletor robótico de 150mm, um Refletor (Dobsoniano) de 254mm, um refletor de 180mm com o suporte de diversas oculares (9mm, 10mm, 15mm, 20mm e 25mm) e binóculos. A Lua durante seu período de translação em trono da Terra – tem um ponto de sua orbita fica mais próximo da Terra (chamado de perigeu) e um outro ponto mais distante (chamado de apogeu).

O fenômeno de superlua acontece, quando a mesma encontra-se no ponto de perigeu da sua orbita em relação à Terra, entretanto, essas distâncias de perigeu (Lua-Terra) são bastante variáveis, por conta que a orbita da Lua não é perfeitamente circular e sim elíptica (causando pequenas variações com o passar do tempo) . A menor distância de perigeu Lua-Terra comparável a esta aconteceu em 1948, quando a distância do perigeu foi de 356.462Km, enquanto esta foi de 356.511Km. sendo a distância média do sistema Terra-Lua é cerca 384.400Km.

As observações desta Segunda- Feira contou com um público superior a 350 pessoas. Se tratando de Astronomia houve um público razoavelmente grande. Isso se deve pela chamada feita pela TV Sergipe na Segunda de manhã (https://www.youtube.com/watch?v=-pJorkua3K0&feature=youtu.be). Durante às observações houve cobertura ao vivo novamente da TV Sergipe (https://www.youtube.com/watch?v=DkBcvQhKrqY&feature=youtu.be) e da TV Atalaia (https://www.youtube.com/watch?v=OOq3R4LVoAs&feature=youtu.be).

A SEASE e a CCTECA  realiza observações  rotineiras (são em média 4 observações abertas ao público por mês, sempre em períodos de Lua Crescente e Cheia), cujo objetivo é atender ao público e passar de modo geral um pouco de conhecimento e informação sobre Astronomia na qual é uma ciência pouco divulgada.  Este mês ambas realizarão a VII Semana de Astromomia de Sergpe (VII SEASE)(detalhes em: WWW.sease.org.br/ e WWW.fb.com/semanaSEASE)  Nós que fazemos a SEASE somos gratos à todo o público que participou e ter nos proporcionado muitas emoções, contamos com a presença de vocês em outras oportunidades.

Créditos de imagens: Wagner

Texto: Jaelsson S. Lima, Hellen chaves e Vinicius Grilo.

 

Fontes: http://g1.globo.com/se/sergipe/bom-dia-sergipe/videos/t/edicoes/v/maior-superlua-em-quase-70-anos-vai-iluminar-o-ceu/5447222/

http://g1.globo.com/se/sergipe/setv-2edicao/videos/t/edicoes/v/reporter-carlos-franca-acompanha-fenomeno-da-superlua-do-planetario-de-aracaju/5449024/

http://a8se.com/tv-atalaia/jornal-do-estado/video/2016/11/107392-fenomeno-da-super-lua-atrai-pessoas-no-planetario-de-aracaju.html

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/11/11/maior-superlua-em-68-anos-ocorre-nesta-segunda-feira.htm

https://www.nasa.gov/feature/shoot-the-supermoon-like-a-pro

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