Uma rosa cósmica com vários nomes

 

Nova Imagem mostrando a formação estelar em Messier 17, com detalhes da paisagem cósmica de nuvens de gás poeira e estrelas recém-nascidas, obtida pelo instrumento “Wide Field Imager” montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla no Chile.

eso1537a

Messier 17 está à cerca de 5500 anos-luz de distância da Terra, próximo ao o plano da Via Láctea na constelação de Sargitário. Este objeto estelar ocupa uma enorme área no céu, suas nuvens de gás e poeiras têm dimensões aproximadas de 15 anos-luz. Este material da nebulosa propicia a formação de novas estrelas.

A nebulosa em questão tem vários nomes atribuídos aos longos das épocas. Ela é conhecida de forma oficial por “Messier 17” devido ao francês Charles Messier em 1764 que catalogava objetos com semelhança a cometas (esta nebulosa foi o objeto número 17 do catálogo), embora tenha sido descoberta pelo astrônomo francês Philippe Loys de Chéseaux em 1745. Os outros nomes associados são: Nebulosa Omega, Nebulosa do Cisne, Nebulosa da Marca de Verificação, Nebulosa da Ferradura e Nebulosa da Lagosta.

A massa do gás da nebulosa é estimada em 30000 vezes a massa do Sol. Contendo um aglomerado estelar aberto de 35 estrelas chamado “NGC 6618”, sendo que o número de estrelas da nebulosa é evidentemente bem maior, existem quase 800 no centro e outras ainda em formação nas regiões periféricas.

No meio do brilho rosado da nebulosa mostram-se regiões mais escuras de poeiras (poeira interestelar) no qual obscurecem a passagem de luz. Porém um fato interessante é que este material obscurante também brilha quando observadas por câmeras infravermelhas, fato não visível na foto em questão, já que a imagem foi obtida na frequência da luz visível.

A imagem foi obtida no âmbito do “programa Joias Cósmicas do ESO” no qual visa obter imagens de objetos interessantes, intrigantes ou visualmente atrativos, utilizando os telescópios do ESO, para efeitos de educação e divulgação científica. E é importante lembrar que o programa utiliza tempo de telescópio que não pode ser usado em observações científicas.

Fonte: http://www.eso.org/public/news/eso1537/

Texto: Jaelsson S. Lima