SOBRE AS OBSERVAÇÕES DOS DIAS 19 E 20 DE FEVEREIRO DE 2016

 

SOBRE AS OBSERVAÇÕES DOS DIAS 19 E 20 DE FEVEREIRO DE 2016

A Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE), juntamente com a Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei) e apoiada da Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE), realizaram observações com telescópios abertas ao público na área externa da CCTECA nesta Sexta (19) e Sábado (20) de Fevereiro.

Nas observações foram usados – o telescópio, Dobsoniano de 180mm e um binóculo e diversas oculares (9mm, 10mm, 15mm, 25mm e 32mm) e laser para apontar e explicar melhor os objetos no céu. Foram observados as crateras da Lua, as Plêiades (M45), que é um aglomerado estrelar aberto de estrelas jovens na “constelação de Touro”, o mesmo é popularmente conhecido como “sete estrelas”. O aglomerado é dominado por estrelas que se formaram nos últimos 100 milhões de anos. Há uma nebulosa de reflexão formada por poeira em torno das estrelas mais brilhantes, mas que não existe uma relação direta entre elas. No final das observações foi a vez de acompanhar o maior planeta do sistema solar, Júpiter e suas 4 principais luas (Luas de Galileu): Io, Gamimedes, Calisto e Europa.

Com o auxílio de um computador e projetor, fizemos apresentações do software astronômico – STELLARIUM e MITAKA, introduzindo diversos assuntos da astronomia, a exemplo da Radiação Cósmica de Fundo e o Universo em escala.

Essas observações são rotineiras realizadas pela SEASE (são em média 4 observações abertas ao público por mês, sempre em períodos de Lua Crescente e Cheia), cujo objetivo é atender ao público e passar de modo geral um pouco de conhecimento e informação sobre Astronomia na qual é uma ciência pouco divulgada. No Sábado (20) um fato emocionante, comovente e que chamou atenção foi o choro emocionado de um senhor por ter observado o planeta Júpiter com um telescópio pela primeira vez.

Apesar de um público pequeno, nós que fazemos a SEASE somos gratos a todo o público que participou e ter nos proporcionado muitas emoções, contamos com a presença de vocês em outras oportunidades, pois acreditamos que somos capazes de contribuir e mudar a realidade da ciência no nosso estado e para que este sonho seja cada vez mais possível contamos sempre com as colaborações de vocês, seja participando de nossos eventos, compartilhando-os nas redes sociais ou nos ajudando de alguma forma. Ver-nos-emos nas próximas atividades, estão todos convidados!

Fontes:https://pt.wikipedia.org/wiki/Plêiades, https://pt.wikipedia.org/wiki/Sat%C3%A9lites_de_J%C3%BApiter

Créditos de imagens: Liliane Martins

Texto: Jaelsson Lima e Liliane Martins

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Um momento de brilho de uma estrela Nebulosa de Reflexão IC 2631.

 

Um momento de brilho de uma estrela – Nebulosa de Reflexão IC 2631.

Nebulosas de Reflexão são corpos celestes que refletem a radiação em forma de luz de uma estrela próxima.

A IC 2631 se encontra na Constelação do Camaleão, e é a mais brilhante do Complexo de Camaleão – uma enorme região de poeira e gás cósmico, que serve de berçário para novas estrelas. Ele pode ser observado nas áreas mais escuras da parte superior e inferior da Nebulosa, onde essas nuvens são tão densas que bloqueiam a luz emitida pelas estrelas e impedem a reflexão.

A estrela de iluminação responsável pela reflexão da Nebulosa é a recém-nascida HD 97300, uma estrela T Tauri, a mais brilhante e massiva da sua região. Por ser uma estrela T Tauri, ela ainda está em perspectiva por não ter alcançado o estado estável de uma estrela, a sequência principal, e ainda irá perder massa e diminuir durante o fim de sua formação.

Essas estrelas têm temperatura semelhante e quando estão na sequência principal, sendo que estrelas deste tipo têm uma versão bem maior que a sua posterior. Elas também não começaram a queimar Hidrogênio em Hélio para gerar combustão na estrela, como na sequência principal, mas já geram um grande calor a partir da sua contração.

Nebulosas de Reflexão como a IC 2631 apenas mandam a radiação da estrela de volta para o Espaço. Posteriormente, a radiação estelar com mais energia, como a radiação ultra-violeta de estrelas jovens mais quentes, pode ionizar o gás circundante da Nebulosa, fazendo-a emitir luz: as chamadas Nebulosas de Emissão.

As Nebulosas de Emissão sempre apresentam uma estrela poderosa e muito quente, que não é o caso da estrela DH 97300.

A imagem abaixo foi adquirida pelo Observatório de La Silla (Chile), com o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros

Texto de: Victor Souza
Associado da SEASE

Fonte: http://www.eso.org/public/brazil

https://www.facebook.com/sease.astronomia/photos/a.143471339172115.1073741828.143131675872748/463368633849049/?type=3&theater

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