RELATÓRIO VI SEASE

 

RELATÓRIO

 

VI SEMANA DE ASTRONOMIA DE SERGIPE

 

A VI Semana de Astronomia de Sergipe (VI SEASE) foi realizada em São Cristóvão/SE e Aracaju/SE, nos dias 29 de Novembro a 04 de Dezembro de 2015. No dia 29 de Novembro as atividades iniciaram com visita ao planetário da CCTECA, mas a abertura oficial aconteceu no dia 30 de Novembro no Auditório do departamento de Letras da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Todas as demais atividades do evento ocorridas nos dias 30 de Novembro a 04 foram realizadas na didática VI Sala 104 (UFS) e no auditório de Letras (UFS), no Bairro Jardim Rosa Elze, São Cristóvão/SE. O Encontro contou com a participação de astrônomos amadores e profissionais, estudantes e entusiastas da astronomia e astronáutica de Sergipe e de outros estados do Brasil.

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Figura 1: Cartaz de divulgação do evento, elaborado pelo setor da comunicação da SEASE.

A “I Semana de Astronomia de Sergipe (I SEASE)” ocorreu no período de 29 a 3 de Dezembro de 2010, na cidade de Aracaju, na Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei), no estado de Sergipe.

A “Semana SEASE” surgiu com o objetivo de homenagear o “dia do Astrônomo”, 2 de Dezembro, a data coincide com o aniversário do imperador Dom Pedro II, que era um conhecido incentivador da Astronomia, além disso, é aniversário do Prof. Augusto Cesar, sócio fundador da SEASE (Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe). O objetivo da “Semana SEASE” é integrar os grupos de astronomia e desenvolver ações que visem à popularização, o ensino e a pesquisa em Astronomia em Sergipe. A carência nesta região, em relação a esta ciência, é conhecida por todos. Os grupos de Astronomia são, em muitos casos, os únicos organismos com os quais a sociedade pode contar para sua difusão. Mas a atuação dos grupos sem apoio institucional tem um alcance bastante limitado. Por isso, os encontros objetivam também, estreitar os laços entre as associações de astronomia e as instituições que tenham a finalidade de promover a educação e a cultura.

O evento VI SEASE foi realizado pela Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE) por meio de sua presidente Hellen Larissa Nascimento Chaves e demais membros da diretoria e sócios, pela Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei) representada por seu diretor Augusto Cesar Silva Almeida, tendo o apoio do Departamento de Física/Astronomia da (UFS), representado pelo Professor Dr. Sérgio Scarano Jr., pelo Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Aracaju – representado pela Professora Drª. Elza Ferreira Santos e da Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE). Logomarcas das instituições organizadoras e apoiadoras, abaixo:

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Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE)

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Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei)

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Universidade Federal de Sergipe (UFS)

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Instituto Federal de Sergipe (IFS)

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Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE)

A abertura se deu às 10h40 do dia 30 de Novembro. Autoridades ligadas à organização e realização do evento que compuseram a cerimônia de abertura: o Vice-Presidente da SEASE Jaelsson Lima, a Tesoureira da SEASE Ívina Mittaraquis e o coordenador da CCTECA Augusto Cesar. O Vice-Presidente deu como iniciado o evento e Ívina abriu falando sobre o histórico das “Semanas SEASE”, de sua importância, e da programação e construção da própria “VI SEASE”, além de fazer um apanhado efêmero da SEASE e de sua história. Jaelsson fez uma breve explanação e das expectativas para o decorrer do evento e assim passou a palavra para o prof. Augusto. Augusto começou falando sobre toda a trajetória da astronomia em Sergipe até a criação da SEASE como instituição. O primeiro grupo de Astronomia do estado foi fundado por ele em meados de 1991, enquanto o mesmo era estudante de Física Licenciatura e Presidente do Centro Acadêmico de Física (CAFIS/UFS), onde ficava a também a sede do grupo. O nome era – Grupo de Astronomia Johannes Kepler (GAJK), que se reunia em locais (a exemplo do auditório do CCBS, CAFIS e outros) da própria Universidade para fazer grupos de estudos e divulgação, convidando palestrantes para expor temas relacionados. O grupo também fazia intercâmbio em busca de aprendizado e também divulgando seus trabalhos, com o Grupo de Alagoas, O CEAAL. Em 2001 com ajuda de amigos e colegas, decidiram criar uma entidade permanente e que pudesse levar a Astronomia a todos no Estado. Dessa forma em 10/11/2001 foi criada e registrada a Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE), pelos sócios fundadores Augusto Cesar Almeida, José Alípio Neto, Luiz Eduardo, Clorivaldo Campos e José Maurício de Andrade. Conforme a comunicação do professor Augusto, a Sociedade ficava alojada na casa de uns dos cofundadores “José Alípio” e após sua morte se transferiu e ficou instalada no Esporte Club Cotiguiba até 2009. No mesmo ano com a fundação da Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA-Galileu Galilei) passou a atuar em parceria. Durante esse tempo todo de sociedade foram realizados dois eventos em nível nacional, o V Encontro Interestadual Nordestino de Astronomia (V EINA) em 2009 e o XV Encontro de Astronomia do Nordeste (XV EANE) em 2015, além de ter feito de forma mais relevante como pesquisa o trânsito de Mercúrio, de Vênus e o eclipse total do Sol em Rio Grande do Norte (RN). Augusto ainda fez uma importante ressalva para não cometer uma grande injustiça, apesar de ser conhecido por praticamente todos como o fundador da astronomia em nosso estado, ele citou que o primeiro astrônomo amador de Sergipe foi Fernando Figueredo. Para finalizar o mesmo abordou um pouco da astronomia amadora no Brasil citando feitos de contribuições de forma profissional.

 

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Figura 2: O prof. Augusto Cesar durante seu pronunciamento na cerimônia de abertura, na VI SEASE.

A palestra “Um panorama das contribuições e história da Astronomia Amadora: no Mundo, no Brasil e em Sergipe com ênfase na SEASE” com Hellen Chaves (Presidente da SEASE), que estava programada após a cerimônia de abertura foi cancelada, devido a imprevistos, assim, finalizaram-se as atividades do período da manhã.

As atividades retonaram após o almoço, às 14h10, com a oficina da estudante de Física Bacharelado na UFS e tesoureira da SEASE Ívina Mittaraquis, com o tema “Espectroscopia: Construindo seu próprio Espectroscópio!”.

Nesta oficina foi feita uma abordagem das propriedades físicas da luz, explicando os espectros como: contínuo (onde tem vários comprimentos de onda), de emissão (nesse espectro apenas alguns comprimentos de onda estão presentes) e de absorção (tem alguns comprimentos de onda do contínuo removidos), além de explorar os efeitos da luz passando por diferentes filtros. Por fim, foi a hora de colocar a mão na massa e cada participante fez um espectroscópio caseiro, usando os seguintes materiais: tesoura, papel, caneta, régua, CD, fita adesiva, estilete e seguindo os passos e técnicas passadas na oficina.

 

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Figura 3: Apresentação da oficina com a palestrante Ívina Mittaraquis, na VI SEASE.

Depois da oficina, tivemos uma pausa para o coffee break e em seguida, às 16h50, deu inicio o primeiro dia do minicurso com o Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS), intitulado de “Astrobiologia”.

No início foi feita umas das perguntas mais fundamentais “o que é vida?” e em destaque para as tentativas de respostas de grandes personalidades da “literatura” em diferentes épocas, a exemplo de Aristóteles, Schrödinger, Carl Sagan, entre outros. Foi abordada ainda a tentativa de detectar vida extraterrestre inteligente pelo projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), foram apresentados também os elementos químicos em que se baseia a vida (elementos biogênicos): Carbono, Hidrogênio, Nitrogênio, Oxigênio, Enxofre e Fósforo. Outra ideia explicada a ideia da Panspermia (onde a vida na terra tenha origem numa contaminação externa). Ainda foi abordada a missão Rosseta, o experimento de Miller Urey com aminoácidos, extremófilos tendo como o exemplo do tardígrado.

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Figura 4: Uma das imagens com o Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS), no primeiro dia na apresentação do minicurso intitulado: “Astrobilogia”, na VI SEASE.

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Figura 5: Outra imagem com o Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS), durante sua apresentação no primeiro dia do minicurso intitulado: “Astrobilogia”, na VI SEASE.

O primeiro dia de evento foi finalizado com uma observação com telescópios em frente ao Departamento de Química (DQI) na UFS.

No segundo dia, 01 de Dezembro de 2015, as atividades começaram às 10h03, com a palestrante Profª. Pauline McGinnis (UFMG) com o tema: “Como nascem as estrelas?”.

A abordagem inicial foi sobre o processo de protoestrelas, que possui um objeto central, um disco de poeira, um envelope denso de poeira, um jatos bipolares e são observados apenas no comprimento de onda do infravermelho. Outra abordagem foi sua evolução no diagrama Hertzsprung-Russel (H-R). E o momento angular foi o destaque, já que ele não é conservado como os modelos prevêm. Foram destacados as estrelas T-Tauri e linhas de emissão e absorção de uma estrela tipo o Sol. Acreção magnetosférica, ventos e jatos foram os outros tópicos abordados. Por último as estrelas de Ae/Be de Herbig e formação dos planetas. Enfim, ao elaborar um breve panorama da formação de uma estrela (estrela tipo o Sol), a palestrante destacou que é preciso os seguintes passos: 1- existir uma nuvem molecular, 2- acontecer um colapso gravitacional com certa quantidade de matéria desta nuvem, 3- surgirem em as protoestrelas, 4- evoluírem para as estrelas T-Tauri, 5- estrelas de pré-sequência principal e 6- finalmente a estrela é formada.

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Figura 6: Profª. Pauline McGinnis (UFMG), com a palestra intitulada: “Como nascem as estrelas?”.

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Figura 7: Profª. Pauline McGinnis (UFMG), tirando dúvidas dos participantes após sua apresentação, na VI SEASE.

As atividades retonaram após o almoço, às 14h, com a palestra muito polêmica e bastante aguardada com o Prof. Dr. Mário Everaldo (DFI/UFS), intitulada “A Teoria do Big Bang está indo pro brejo”.

Nesta palestra foi feito um apanhado de afirmações contrárias a Teoria do Big Bang. A matéria Escura não bariônica de natureza desconhecida deve ser o principal ingrediente principal de todo o Universo, porém até o momento todos os experimentos têm descartados qualquer partícula de Matéria Escura com massa abaixo de 10 GeV. Galáxias que não deveriam existir, pois recentemente astrônomos descobriram galáxias de 13,1 Gy e 13,2 Gy, o que não condiz com a teoria. Resultados recentes contra a Teoria da Inflação, que tem como previsão a isotropia do Universo, porém estudos minuciosos de Barrow e Liddle de 1997 mostram que o universo tem rotação em escala. O satélite Planck mostrou que a Radiação de Fundo tem flutuações anisotrópicas de forma significantes e ainda em 2012 um estudo das direções de rotação de galáxias espirais confirmam a rotação do Universo em larga escala. Dos Resultados recentes contra a energia escura, a constante cosmológica é a ideia principal para a energia escura, porém o parâmetro w da equação de estado do fluido cósmico tem que ser exatamente igual a -1, mas o último resultado do experimento Pan-STARRS encontrou w=-1,186 em estudos de supernovas, o que causa uma grande discrepância na equação de estado. Outro problema questionado foi o da formação de Estruturas muito grandes para terem se formado na escala de tempo da Teoria do Big Bang, de acordo com essa teoria no começo o Universo era quase perfeitamente homogêneo e as estruturas se formaram gradualmente a partir de estrelas, depois galáxias e posteriormente em aglomerados e super aglomerados de galáxias. Porém estruturas cada vez maiores têm sido descobertas referentes a épocas mais antigas, a exemplo de uma enorme estrutura de quasares de tamanho de cerca de 3 bilhões de anos-luz pela equipe de astrônomos liderada por Roger Clowes, o que não corresponde com a teoria. E ainda o pesquisador Eric J. Lerner (cientista americano especialista em “física de plasmas”) as quais mostraram recentemente que se forem levadas em conta as baixas velocidades relativas de galáxias, as grandes estruturas de galáxias teriam sido formadas somente 100 bilhões de anos após o Big Bang. A maior estrutura do universo é formada entre os super aglomerados de Hércules e Corona Borealis e tem cerca de 10 bilhões de anos de comprimento, foi descoberta em 2013 pelo astrônomo Jon Kakkila. Uma estrutura tão grande como essa só poderia ser formada após 200 bilhões de anos, ou seja, não condizente com o modelo atual.

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Figura 8: Palestra com o Prof. Dr. Mário Everaldo com o tema: “A Teoria do Big Bang está indo pro brejo”, na VI SEASE.

IMG_0246 Figura 9: Professor Dr. Mário Everaldo com o tema: “A Teoria do Big Bang está indo pro brejo”, na VI SEASE

Depois da polêmica palestra, uma pausa para as perguntas e coffee break.

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Figura 11: Fotos do coffee break. após o termino da palestra com Mário Everaldo, no segundo dia de evento.

No encerramento do segundo dia, foi a vez da oficina prática “Manuseio de Telescópios e Reconhecimento do Céu”, sob-responsabilidade de Jaelsson Lima (Vice-Presidente da SEASE e do aluno de Física Bac. com Habilitação em Astronomia na UFS) com apoio dos sócios(as): Thaynara Santos, Emerson Amaral, João Victor, Liliane Martins, Ivo Matias e Italo Mello.

Nesta oficina foi feita uma abordagem sobre os tipos de telescópios existentes (Refratores, Refletores e Catadióptricos (Mistos)), introduzindo vantagens e desvantagens em cada tipo. Foi falado também sobre os tipos de montagens (Equatorial e Azimutal), além das propriedades físicas (Aumento, Distância Focal, etc.) e explicações de como fazer um acompanhamento dos astros para cada tipo de óptica e montagem. Por último, foi à vez de colocar em prática as explicações, os participantes colocaram em prática o conhecimento adquirido e fizeram a localização do alvo – adesivo previamente colocado em um local estratégico, já que a oficina era na parte do dia e não permitira fazer com alvos (astros) reais, assim, concretizando o aprendizado da parte física das lentes.

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Figura 12: Uma das fotos da oficina prática “Manuseio de Telescópios e Reconhecimento do Céu”, na VI SEASE.

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Figura 13: Outra imagem da oficina prática “Manuseio de Telescópios e Reconhecimento do Céu”, na VI SEASE.

No terceiro dia de evento, 02 de Dezembro, às 14h, iniciaram-se as atividades do dia com a palestra do Prof. Dr. Allyson Oliveira (DMA/UFS), cujo tema foi “Configurações Centrais na Mecânica Celeste”.

Nesta palestra a abordagem ficou por conta do problema de N corpos e N massas pontuais, sujeito apenas às forças gravitacionais Newtonianas. Foi feita ainda uma efêmera exploração dos problemas de 2 corpos, de 3 corpos e mais corpos, sendo em alguns deles tendo a solução analítica para caso particulares, a depender das configurações centrais, exceto no caso do problema de 2 corpos, já que sua solução geral analítica é completa. Por fim, o pesquisador usou de simulações por meio de Gifs para melhor visualizar os efeitos geométricos de tais configurações centrais abordadas.

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Figura 14: Palestrante Prof. Dr. Allyson Oliveira (DMA/UFS) durante sua apresentação, na VI SEASE.

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Figura 15: O Prof. Dr. Allyson Oliveira (DMA/UFS) fazendo a demonstração geométrica durante sua apresentação, na VI SEASE.

As atividades retonaram após a pausa para o coffee break, às 16h44, com o segundo dia do minicurso “Astrobilogia”, com apresentação do Prof. Dr. Roberto Saito.

Neste dia foi retomada a questão dos elementos biogênicos, extremófilos. Outro destaque foi a questão das zonas habitáveis, desde o nosso sistema solar em outras estrelas e até mesmo na própria Galáxia. Foram explorados ainda temas como: supernovas, metalicidades estelares, e busca por vidas no nosso Sistema Solar: a exemplo do planeta Marte e das luas geladas de Júpiter e Saturno – Europa, Enceladus, Titan, etc.

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Figura 16: Imagem do Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS) no segundo dia da apresentação do minicurso intitulado de “Astrobiologia”, durante a VI SEASE.

O terceiro dia foi encerrou-se com as observações com telescópios em frente ao DQI/UFS.

No quarto e penúltimo dia, 03 de Dezembro, às 10h05, iniciaram-se as atividades com o minicurso do prof. Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA), cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático”.

Foi feita uma abordagem dos equipamentos básicos para o astrônomo amador – telescópios, lentes, lunetas, binóculos, tripés, cartas celestes, catálogos (Messier, NGC), programas astronômicos, laser verde, filtros, e outros. Um dos tópicos foi o modo de como observar – estrelas, planetas, luas naturais e satélites artificiais, aglomerados, nebulosas, galáxias, eclipses, cometas, asteroides, meteoros, constelações, etc. foram explorados também as características de estrelas, planetas, luas, cometas e outros corpos celestes.

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Figura 17: Minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático”, na VI SEASE.

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Figura 18: Minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático”, na VI SEASE.

No retorno do almoço, às 14h, teve a última etapa das atividades do penúltimo dia da VI SEASE. Na primeira parte, decorreu uma das palestras bastante aguardada, com a Profª Mariana Morais (UFS) junto com o Prof. Wildson Aragão (UFS), com o título: “Clima e Aquecimento na Terra”.

Esta palestra foi proferida a partir de explanação com argumentos biológicos da palestrante e com argumentos físicos do palestrante, o que deixou a palestra bastante dinâmica e rica em conhecimento. Foi feita uma abordagem do nosso ecossistema, e análise da atmosfera através de estudos já conhecidos. Outros pontos abordados foram: a radiação solar e sua influência na Terra, nos oceanos e influência do clima global; o Efeito Estufa e o desequilíbrio do clima – causando impactos ambientais, a exemplo da falta de abelhas na polinização das flores, etc.; o aumento da temperatura média no planeta e como esse crescimento tem se mostrado preocupante nas últimas décadas; o aceleramento da temperatura global de forma acentuada após a revolução industrial. Por último, foram colocados em destaque o aumento do nível dos oceanos nas últimas décadas, o avanço do desmatamento e a consequência disso tudo para Terra e sem deixar de lembrar-se da Conferência do Clima que estava sendo realizada em Paris na França na semana da palestra.

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Figura 19: Prof. Wildson Aragão durante sua participação na palestra “Clima e Aquecimento na Terra”, na VI SEASE.

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Figura 20: Profª. Mariana Morais durante sua participação na palestra: “Clima e Aquecimento na Terra”, na VI SEASE.

Em seguida, houve uma pausa para o coffee break,logo após aconteceu a última apresentação do Professor Roberto Saito (DFI/UFS) com o minicurso sobre “Astrobiologia”, às 16h30.

Neste último dia de minicurso a abordagem ficou para o tipo de vida que conhecemos, tendo como foco maior os exoplanetas (podendo ser acompanhado suas últimas atualizações em: http://exoplanet.eu/), destacando-se a missão Kepler e informando os principais exoplanetas com potencial de ser habitado. Outros destaques ficaram para telescópios e técnicas, VLT, Subaru, E-ELT (que está previsto para funcionar em 2022) e por último para finalizar o minicurso a abordagem ficou no paradoxo de Fermi e a equação de Drake (equação que diz respeito à probabilidade de existir vidas extraterrestres com o poder de comunicação, em nossa Galáxia).

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Figura 21: Imagem do Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS) no último dia da apresentação do minicurso intitulado de “Astrobilogia”, durante a VI SEASE.

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Figura 22: Imagem após o fim do minicurso de “Astrobiologia”, onde houve um grande debate entre o público com assuntos relacionados ao minicurso apresentado, durante a VI SEASE.

Após o minicurso, houve a última observação planejada com telescópios, em frente ao Departamento de Química (DQI/UFS), assim, finalizaram-se as atividades do dia.

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Figura 23: Observações com telescópios em frente ao DQI/UFS em 03 de Dezembro de 2015 na VI SEASE.

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Figura 24: Observações com telescópios em frente ao DQI/UFS em 03 de Dezembro de 2015 na VI SEASE.

No último dia do evento, 04 de Dezembro de 2015, às 10h da manhã, ocorreu o último dia do minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático”.

Neste último dia de minicurso a explanação ficou com as explicação detalhado dos eclipses, cometas, asteroides, meteoros e meteoritos, constelação, em seguida passou a explorar medidas importantes na astronomia – a exemplo do Parcecs (pc), Unidades Astronomica (u.a) e anos-luz (ly), medidas de ângulos (grau, segundo de arco e derivados). Por fim, dicas de como avaliar um binóculo, um telescópio.

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Figura 25: Último dia do minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático” na VI SEASE.

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Figura 26: Último dia do minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático” na VI SEASE

Após o final do minicurso, houve o pronunciamento de encerramento do evento. Os representantes presentes das instituições participantes foram Jaelsson S. Lima Vice-Presidente da SEASE e Augusto Cesar S. Almeida Coordenador da CCTECA e sócio fundador da SEASE. Augusto fez uma homenagem ao Vice-Presidente pelo seu empenho no evento e Jaelsson agradeceu a todos os presentes e àqueles que estiveram na organização do evento desde o inicio e se desculpou por alguns imprevistos que aconteceram na realização do mesmo. Jaelsson ainda acrescentou falando um pouco do evento e da sua importância, sendo assim o mesmo declarou de forma oficial o encerramento de todas as atividades relacionadas e, por conseguinte, a VI SEASE.

Agradecimentos: Nossos profundos agradecimentos a todos aqueles que de forma direta ou indireta contribuíram para a realização da VI SEASE e em especial: À Ívina Mittaraquis pelo seu envolvimento, desde elaboração do evento até o último dia de sua execução, à Dinorah Barbosa pelo grandioso empenho e por ter desperdiçado seu precioso tempo em inúmeras questões burocráticas, à Hellen Chaves que também esteve envolvida no processo de elaboração do evento, a Jaelsson Lima que também foi participativo, à Willian Caires por também ter nos auxiliado, à Guthierre Ferreira do setor da comunicação, por ter elaborado o cartaz do evento, ao Dr. Sergio Scarano Jr. por ser nosso representante na UFS e a todos os palestrantes que aceitaram o nosso convite.

ANEXOS:

Na realização da VI Semana de Astronomia de Sergipe (VI SEASE) fizeram parte da Comissão organizadora: Hellen Larissa S. N. Chaves (Presidente da SEASE), Jaelsson S. Lima (Vice-Presidente da SEASE), Dinorah Barbosa da F. Teixeira (Secretária Geral da SEASE), Ívina Siqueira Perrucho Mittaraquis (Tesoureira da SEASE), Silvio Willian Caires Batista (Secretário de comunicação da SEASE), Guthierre Ferreira Araujo (Sócio da SEASE e do Setor da comunicação), Augusto Cesar S. Almeida (coordenador da CCTECA e sócio da SEASE), Drª. Elza Ferreira Santos (Professora do IFS – Campus Aracaju) e Dr. Sérgio Scarano Jr. (Professor do DFI-Astronomia/UFS).

Resumo da VI SEASE em números:

18 Inscritos (10 homens e 8 mulheres),

12 participantes (7 homens e 5 mulheres) + 25 outros compareceram para nos prestigiar (19 homens e 6 mulheres),

15 palestrantes (10 homens e 5 mulheres),

4 palestras, 2 oficinas e 2 minicursos,

Comissão organizadora: 9 componentes (5 homens e 4 mulheres),

R$ 839,35 foram todos os gastos contabilizados.

Obs.: Uma das palestras foi apresentada por 2 pessoas (1 homem e 1 mulher) e uma das oficinas foi apresentada por 7 pessoas (5 homens e 2 mulheres).

Outras informações relacionadas:

Nosso site: http://sease.org.br/

Página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/SemanaSEASE

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Nosso canal oficial no Youtube: https://www.youtube.com/c/SeaseAstronomia

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Versão PDF do Relatório da VI SEASE: RELATÓRIO VI SEASE

São Cristóvão, 23 de Dezembro de 2015.

Revisores do texto: Profª. Drª. Elza Ferreira, Prof. Augusto Cesar e Dinorah Barbosa.

Texto: Jaelsson S. Lima