Gêmeo de Júpiter descoberto em torno de gêmea do Sol

 

Até agora, descobrir exoplanetas têm sido uma tarefa bastante complicada, pelas tecnologias e distância de sistemas planetário. Porém, há alguns anos começamos a descobrir planetas de massas algumas vezes maiores que da Terra nas regiões internas de seus sistemas, e de semelhantes a Júpiter, nas regiões externas. No que nós mostram uma grande semelhança entre esses sistemas planetários com o nosso.

dfdf

E isso se repete mais uma vez, nesta semana, um grupo de astrônomos do ESO, liderados por brasileiros, divulgaram a descoberta de um planeta semelhante a Júpiter orbitando uma estrela gêmea do Sol. O planeta, está localizado à uma distância próxima a de Júpiter da nossa estrela.

HIP 11915, a sua hospedeira, além de ter a massa semelhante a da nossa estrela, também tem aproximadamente a idade do Sol e a sua composição química. O que nos deixa mais curiosos com essa decoberta, pois, a nossa estrela é marcada pela presença de planetas rochosos, sendo assim, uma maior possibilidade de também existir na gêmea do Sol!

As atuais técnicas de detecção são mais sensíveis a planetas grandes ou massivos situados próximo das suas estrelas hospedeiras. O planeta foi descoberto ao medir o ligeiro movimento que induz na sua estrela hospedeira enquanto a orbita. É de notar que a atividade da estrela, que está ligada às variações do seu campo magnético, poderia imitar o sinal que está a ser interpretado como sendo a assinatura do planeta. Os astrônomos fizeram todos os testes que se conhecem para investigar esta possibilidade, no entanto neste momento é ainda impossível descartar completamente esta hipótese.

Equipe: M. Bedell (Department of Astronomy and Astrophysics, University of Chicago, Chicago, Illinois, EUA; Investigador Visitante no Departamento de Astronomia do IAG/USP, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil), J. Meléndez (Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil), J. L. Bean (Department of Astronomy and Astrophysics, University of Chicago), I. Ramírez (McDonald Observatory and Department of Astronomy, University of Texas, Austin, Texas, EUA), M. Asplund (Research School of Astronomy and Astrophysics, The Australian National University, Weston, Austrália), A. Alves-Brito (Instituto de Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil), L. Casagrande (Research School of Astronomy and Astrophysics, Austrália), S. Dreizler (Institut für Astrophysik, Universidade de Göttingen, Alemanha), T. Monroe (Universidade de São Paulo, Brasil), L. Spina (Universidade de São Paulo, Brasil) e M. Tucci Maia (Universidade de São Paulo, Brasil).

Fonte: http: http://www.eso.org/public/brazil/news/eso1529/

17/07/2015

Thaynara Santos